Juros futuros seguem recuo do câmbio em mais uma sessão de apetite de estrangeiros por ativos domésticos 

Os juros futuros voltaram a cair nesta quinta-feira, em linha com a queda do câmbio, refletindo a forte entrada de capital externo e o ambiente global de maior apetite por risco, especialmente em mercados emergentes.

Na agenda do dia, a arrecadação federal somou R$ 2,886 trilhões em 2025, com crescimento real de 3,65% na comparação com 2024. Apenas em dezembro, a arrecadação cresceu 7,46%, para R$ 292,724 bilhões.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,680% (de 13,744% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,045% (13,140%); Jan/31 a 13,385% (13,468%); e Jan/33 a 13,570%, na mínima do dia (13,659%).

Petróleo fecha em queda com recuo das tensões geopolíticas e estoques maiores nos EUA

Os contratos futuros de petróleo recuaram nesta quinta-feira, com o alívio das tensões geopolíticas após Trump sinalizar que possui um acordo desenhado sobre a Groenlândia e desistir de impor tarifas a países da UE contrários à sua vontade.

Em outra frente, os encontros em Davos renderam o compromisso de reunião de equipes ucranianas, russas e americanas, a partir de amanhã, nos Emirados Árabes Unidos, para discutir um eventual cessar-fogo. Por fim, o regime do Irã anunciou que os protestos no país foram suprimidos.

O dia teve ainda a divulgação, pelo DoE, de que os estoques de petróleo nos EUA aumentaram em 3,6 milhões de barris na semana passada, para 426 milhões de barris, ante estimativa de queda de 500 mil, segundo analistas consultados pelo WSJ.

O contrato do Brent para março fechou em baixa de 1,80%, a US$ 64,06 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 2,08%, a US$ 59,36 por barril na Nymex.

Dólar fecha abaixo dos R$ 5,30 com entrada de capital estrangeiro e fraqueza global da moeda 

O dólar à vista seguiu ladeira abaixo nesta quinta-feira e rompeu o piso dos R$ 5,30 com a forte entrada de capital estrangeiro, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana globalmente.

O câmbio refletiu principalmente o movimento de rotação de carteiras já visto nos últimos dias, com investidores trocando ativos americanos por investimentos em mercados emergentes.

Na agenda de indicadores, o PCE de novembro (+0,2%) ficou em linha com o esperado, enquanto o PIB do 3TRI25 (+4,4%) mostrou uma economia americana bastante aquecida.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,68%, a R$ 5,2845, após oscilar entre R$ 5,2820 e R$ 5,3258. Às 17h02, o dólar futuro para fevereiro caía 0,72%, a R$ 5,2955.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,41%, para 98,361 pontos. O euro subia 0,49%, a US$ 1,1742. E a libra avançava 0,45%, a US$ 1,3489.