No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o avanço diplomático sobre a Groenlândia e suspensão de tarifas reduziram o risco global, favorecendo mercados emergentes. Nos EUA, PCE e dados de atividade vieram em linha, mantendo juros estáveis e fortalecendo bolsas. No Brasil, o Ibovespa subiu 2,20% a 175 mil pontos e o dólar caiu a R$ 5,28. Hoje, destaque para dados da Universidade de Michigan e decisão do BoJ.
Vai rolar: PMIs da Europa e dos EUA e sentimento do consumidor americano são destaques
[23/01/26] Duas notícias de ontem à noite para começar o dia: o BoJ manteve o juro japonês em 0,75% e a Intel levou um tombo de 7% no after hours, após decepcionar no guidance.
Na agenda de indicadores são destaques as preliminares dos PMIs na Europa e nos Estados Unidos, além do sentimento do consumidor de Michigan.
Aqui, sem dados relevantes, o Ibov confirma o bull market com a corrida dos estrangeiros, que mantêm o interesse pelos emergentes mesmo com o alívio das tensões geopolíticas.
O acordo proposto por Trump para a Groenlândia pode avançar hoje com a reunião entre o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen.
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores ▪️ 04h00 – Reino Unido/ONS: vendas no varejo de dezembro ▪️ 05h30 – Alemanha/S&P Global/HCOB: PMI composto preliminar de janeiro ▪️ 06h00 – Zona do euro/S&P Global/HCOB: PMI composto preliminar de janeiro ▪️ 06h30 – Reino Unido/S&P Global /CIPs: PMI composto preliminar de janeiro ▪️ 08h00 – FGV: IPC-S da 3ª quadrissemana de janeiro ▪️ 11h45 – EUA/S&P Global: PMI composto preliminar de janeiro ▪️ 12h00 – EUA/Univ. Michigan: Índice de Sentimento do Consumidor final de janeiro ▪️ 14h00 – EUA/Baker Hughes: poços e plataformas de petróleo em operação
Eventos ▪️ Bruxelas: primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, se reúne com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, para conversar sobre a Groenlândia ▪️ Suíça: Fórum Econômico Mundial de Davos ▪️ 06h30 – Reino Unido/BoE: Megan Greene discursa na Resolution Foundation
Fechamento: Ibovespa segue NY, supera os 175 mil pontos e amplia recordes
A bolsa não se fez de rogada diante do otimismo global com ativos de risco e estabeleceu novos recordes nesta quinta-feira. Após escalar perto de 5.500 pontos ontem, o Ibovespa saltou outros 3.770 hoje e fechou em inéditos 175.589,35 pontos, com alta de 2,20%.
A máxima intradia alcançou 177.741,56 pontos, frente a um volume financeiro novamente expressivo, impulsionado por capital estrangeiro: R$ 44 bilhões.
As blue chips mais uma vez avançaram juntas, mas o grande destaque no pregão de hoje foram os bancos: BB +4,69% (R$ 23,45), Itaú +3,38% (R$ 43,08), Bradesco PN +2,73 (R$ 20,30) e Santander +1,68% (R$ 35,15).
Vale ignorou o minério estável e subiu 0,58% (R$ 82,98), enquanto Petrobras (ON +0,69%, a R$ 36,28; e PN +0,45%, a R$ 33,58) foi na contramão da queda de 2% do petróleo.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,68%, a R$ 5,2845, com a forte entrada de capital estrangeiro, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana globalmente.
Por sua vez, as bolsas em NY terminara a sessão com ganho moderado em meio ao alívio nas tensões geopolíticas entre EUA e Europa relacionadas à Groenlândia, com o recuo de Donald Trump sobre as tarifas extras para países do continente contrários a seus planos de anexação da ilha.
Além disso, o movimento também é apoiado por dados fortes da economia americana e números de inflação em linha com as estimativas.
Dow Jones subiu 0,63% (49.384,01). S&P500 ganhou 0,55% (6913,35). Nasdaq avançou 0,91% (23.436,02). Já os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.