Europa: Bolsas fecham majoritariamente em baixa com geopolítica se alternando no radar
As principais bolsas europeias fecharam majoritariamente no vermelho nesta 6ª feira, com as questões geopolíticas se alternando no radar dos investidores.
Após o alívio (pelo menos temporário) em relação à Groenlândia, as tensões voltaram a aumentar no Irã.
Donald Trump disse que há uma base de acordo já encaminhada, embora a Dinamarca rejeite a ideia de perder a soberania e territórios.
O presidente dos EUA diz que enviou “uma grande força” rumo Irã e que pretende monitorar de perto a situação.
Em Davos, as falas de Zelensky ontem repercutem ainda. Ele acusou a Europa de estar “perdida” enquanto tenta convencer Trump a “mudar” e apoiá-la, em vez de se unir para se defender.
Disse ainda que haverá reuniões trilaterais entre Ucrânia, Rússia e os EUA – que começaram hoje e deve seguir até amanhã –, nos Emirados Árabes
A afirmação gera expectativa quanto a um possível avanço sobre um eventual cessar-fogo.
O mercado também monitora a formação do Conselho da Paz para Gaza, presidido por Trump.
Entre os destaques de ações nos mercados europeus, Ericsson disparou 9% após lucro do quarto trimestre superar as expectativas.
No fechamento: Londres -0,07%; Frankfurt +0,18; Paris -0,07%; e Stoxx 600 -0,09%, aos 608,34 pontos.
Giro das 12h: Ibovespa avança com Petrobras em meio a novas tensões geopolíticas
Ibovespa tem novo dia de alta, de 0,20% (175.938,16), continuando a entrada de dinheiro externo e apoiado por ações de commodities (Petrobras ON; +2,37% e PN +2,32%; Vale +1,23%).
Em NY, as bolsas abriram em queda (Dow Jones -0,64%; S&P 500 -0,18%; Nasdaq -0,01%), com Intel cedendo mais de 14% após prejuízo e uma perspectiva sombria para 1TRI.
O risco geopolítico segue no radar, após novas advertências de Trump sobre o Irã.
Uma armada está a caminho do Oriente Médio, incluindo navios de guerra, porta-aviões e destróieres de mísseis guiados.
O aumento das preocupações com uma possível ação militar por lá apoia alta de cerca de 3% no petróleo, cujo fluxo poderia ser interrompido.
No câmbio, o dólar se afastou da mínima (R$ 5,2776), a R$ 5,3009 (+0,31%), devolvendo parte das perdas recentes em linha com o movimento da moeda contra emergentes.
Os juros futuros sobem na ponta curta e estão perto do ajuste de Jan/29 em diante. Já o índice DXY é estável a 98,305 (-0,05%).
A sessão é de agenda doméstica esvaziada enquanto nos EUA saíram há pouco dados de atividade, com o PMI de Manufatura subindo ligeiramente para 51,9 em janeiro e o de Serviços inalterado.
Fundo Garantidor de Créditos: o escudo que protege o seu dinheiro
Compreender como o sistema financeiro se protege é um dos passos fundamentais para quem deseja investir com tranquilidade. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é a organização por trás da segurança que muitos buscam ao aplicar em renda fixa. Entender o papel dessa entidade não é apenas uma curiosidade técnica; é a ferramenta necessária para diversificar sua carteira em diferentes instituições, sabendo exatamente até onde vai a sua proteção e como agir em caso de imprevistos.
Não se trata apenas de um “seguro bancário”: o FGC é uma associação privada que mantém a engrenagem do mercado girando com confiança. Ele garante que, mesmo que um banco passe por dificuldades extremas, o pequeno e médio investidor não seja prejudicado.
Quer entender as regras dessa blindagem e como ela funciona na prática? Confira estes pontos essenciais para o seu planejamento:
1. O que é e para que serve o FGC:
O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, mantida pelas próprias instituições financeiras. Sua missão é proteger o investidor e garantir a estabilidade do sistema bancário nacional. Ele atua como uma rede de segurança que entra em ação caso um banco sofra intervenção ou liquidação pelo Banco Central.
2. O limite da proteção ordinária:
A regra de ouro do FGC é o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ dentro de uma mesma instituição ou conglomerado financeiro. Esse valor engloba tanto o montante principal investido quanto os rendimentos gerados até a data da quebra do banco.
3. O teto global de R$ 1 milhão:
Além do limite por banco, existe um teto acumulado de R$ 1 milhão a cada período de 4 anos. Isso significa que, se você receber garantias de diferentes instituições que faliram, a soma total paga pelo FGC não pode ultrapassar esse valor dentro do ciclo de quatro anos.
4. Investimentos que possuem a cobertura:
Nem tudo o que brilha na renda fixa é garantido pelo FGC. As aplicações cobertas incluem a Poupança, o CDB (Certificado de Depósito Bancário), as LCI, LCA e LH (Letras de Crédito Imobiliário, Letras de Crédito do Agronegócio e Letras Hipotecárias) e as LC (Letras de Câmbio). É essa garantia que torna esses ativos tão atraentes para perfis conservadores.
5. O que fica de fora da garantia:
É crucial saber que o FGC não cobre investimentos em Fundos de Investimento, Ações, Debêntures ou Tesouro Direto. No caso do Tesouro, a garantia é “soberana” (pelo Governo Federal), enquanto nos demais o risco está atrelado ao ativo ou à empresa emissora.
6. Atuação preventiva do Fundo:
O FGC não serve apenas para pagar dívidas. Ele possui profissionais que monitoram a saúde financeira dos bancos associados. Essa atuação silenciosa ajuda a prevenir crises sistêmicas, funcionando como um termômetro que evita que problemas menores se tornem grandes colapsos bancários.
7. O processo de recebimento:
Se uma instituição falir, o FGC define um banco pagador e o investidor deve seguir as orientações para o ressarcimento. Atualmente, o processo está cada vez mais digitalizado. Vale lembrar que, no intervalo entre a liquidação e o pagamento efetivo, o dinheiro para de render juros.
8. Passo a passo para solicitar a garantia:
O recebimento agora é prático e sem taxas. Veja como proceder:
- Pessoa Física: Acesse o aplicativo do FGC, realize seu cadastro, indique a conta bancária para crédito (pode ser sua conta do PicPay), faça a validação de identidade (selfie e documento) e assine digitalmente os termos.
- Pessoa Jurídica: Entre no Portal do Investidor no site do FGC, preencha os dados da empresa e siga as instruções enviadas por e-mail para finalizar o processo.
Construir patrimônio com segurança exige estratégia e o conhecimento das proteções disponíveis. Ao entender o papel do FGC, você ganha confiança para buscar rentabilidades melhores em bancos médios, sabendo que sua reserva está protegida dentro dos limites estabelecidos. Para conferir todos os detalhes técnicos e a lista completa de instituições associadas, acesse o site oficial em www.fgc.org.br.