Giro das 15h: Ibovespa sobe com ajuda de Petrobras; NY patina de olho na Groenlândia e na Intel
O Ibovespa segue em alta (+0,83%, aos 177.045 pontos) na tarde desta 6ª feira, apoiado pelo avanço de Petrobras ON (+3,11%) e PN (+3,51%)
Os papéis sobem na esteira da recuperação do petróleo (Brent/março +2,78%, a US$ 65,84).
O fluxo de capital estrangeiro continua presente, mas em menor intensidade do que nos últimos dias, com a B3 projetando giro de R$ 27,5 bilhões no fim da sessão.
Já o dólar à vista mostra estabilidade (+0,01%, a R$ 5,2852), apesar de a moeda norte-americana continuar em forte queda no exterior (DXY -0,54%, aos 97,832 pontos).
Isso acontece em meio às preocupações com tensões geopolíticas entre EUA e Europa por causa da Groenlândia.
Os juros futuros também oscilam perto da estabilidade (DI Jan/27 a 13,705%; Jan/33 a 13,545%) em uma sessão esvaziada de indicadores.
Em NY, os índices operam mistos (Dow Jones -0,70%, S&P500 -0,10%; Nasdaq +0,19%), com destaque para o tombo de Intel (-17%) após projeções mais fracas da companhia para o 1TRI26.
Europa: Bolsas fecham majoritariamente em baixa com geopolítica se alternando no radar
As principais bolsas europeias fecharam majoritariamente no vermelho nesta 6ª feira, com as questões geopolíticas se alternando no radar dos investidores.
Após o alívio (pelo menos temporário) em relação à Groenlândia, as tensões voltaram a aumentar no Irã.
Donald Trump disse que há uma base de acordo já encaminhada, embora a Dinamarca rejeite a ideia de perder a soberania e territórios.
O presidente dos EUA diz que enviou “uma grande força” rumo Irã e que pretende monitorar de perto a situação.
Em Davos, as falas de Zelensky ontem repercutem ainda. Ele acusou a Europa de estar “perdida” enquanto tenta convencer Trump a “mudar” e apoiá-la, em vez de se unir para se defender.
Disse ainda que haverá reuniões trilaterais entre Ucrânia, Rússia e os EUA – que começaram hoje e deve seguir até amanhã –, nos Emirados Árabes
A afirmação gera expectativa quanto a um possível avanço sobre um eventual cessar-fogo.
O mercado também monitora a formação do Conselho da Paz para Gaza, presidido por Trump.
Entre os destaques de ações nos mercados europeus, Ericsson disparou 9% após lucro do quarto trimestre superar as expectativas.
No fechamento: Londres -0,07%; Frankfurt +0,18; Paris -0,07%; e Stoxx 600 -0,09%, aos 608,34 pontos.
Giro das 12h: Ibovespa avança com Petrobras em meio a novas tensões geopolíticas
Ibovespa tem novo dia de alta, de 0,20% (175.938,16), continuando a entrada de dinheiro externo e apoiado por ações de commodities (Petrobras ON; +2,37% e PN +2,32%; Vale +1,23%).
Em NY, as bolsas abriram em queda (Dow Jones -0,64%; S&P 500 -0,18%; Nasdaq -0,01%), com Intel cedendo mais de 14% após prejuízo e uma perspectiva sombria para 1TRI.
O risco geopolítico segue no radar, após novas advertências de Trump sobre o Irã.
Uma armada está a caminho do Oriente Médio, incluindo navios de guerra, porta-aviões e destróieres de mísseis guiados.
O aumento das preocupações com uma possível ação militar por lá apoia alta de cerca de 3% no petróleo, cujo fluxo poderia ser interrompido.
No câmbio, o dólar se afastou da mínima (R$ 5,2776), a R$ 5,3009 (+0,31%), devolvendo parte das perdas recentes em linha com o movimento da moeda contra emergentes.
Os juros futuros sobem na ponta curta e estão perto do ajuste de Jan/29 em diante. Já o índice DXY é estável a 98,305 (-0,05%).
A sessão é de agenda doméstica esvaziada enquanto nos EUA saíram há pouco dados de atividade, com o PMI de Manufatura subindo ligeiramente para 51,9 em janeiro e o de Serviços inalterado.