Azul cai mais de 5% após propor grupamento de ações

Os papéis da Azul caem 4,49%, negociados a R$ 10,86, entre as maiores baixas do mercado.

A aérea informou, na última sexta-feira, a convocação de uma AGE para discutir o grupamento de ações da companhia na proporção de 75 para uma.

Segundo a empresa, o objetivo da operação é reduzir o número de papéis para a adequação aos parâmetros e limites operacionais aplicáveis no mercado secundários.

Também será votada a destituição do atual conselho de administração, que tem nove membros, para a eleição de um novo colegiado, com sete integrantes.

Abertura: Dólar e juros caem antes da Super Quarta

O dólar cede a R$ 5,2848 (-0,03%) e os juros acompanham, em linha com o exterior, às vésperas da Super Quarta.

O Copom deve manter a Selic em 15% e pode sinalizar início da flexibilização em março, enquanto o Fed mantém estável os juros na faixa entre 3,50% e 3,75%.

Mais cedo, o Focus não trouxe grandes mudanças nas projeções.

Já o déficit em conta corrente do Brasil diminuiu em dezembro, a US$ 3,4 bilhões, de US$ 10,2 bilhões na base anual, ficando bem abaixo das expectativas (-US$ 5,3 bilhões).

Em 2025, o déficit em conta corrente do Brasil atingiu US$ 68,8 bilhões, 3,02% do PIB, um valor nominal ligeiramente superior ao déficit de US$ 66,2 bilhões (3,03% do PIB) em 2024.

Os rendimentos dos Treasuries caem com apostas em cortes de juros em 2026, após ganhar força a candidatura de Rick Rieder, da BlackRock, à presidência do Fed.

O anúncio do próximo presidente do BC americano pode sair já nesta semana em que expectativas sobre juros estarão em foco.

O DXY aprofunda desvalorização diante de especulações de que os EUA poderiam coordenar uma intervenção com as autoridades japonesas para apoiar o iene.

Há pouco o DXY perdia 0,31% (97,301), com a moeda caindo 1,01% contra o iene, a 154,153/US$ (maior cotação do iene em dois meses

Boletim Focus

Por Departamento Econômico PicPay

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 26 de janeiro, reforçou a leitura positiva do mercado em relação à trajetória do IPCA em 2026. O indicador foi revisado para baixo pela terceira semana consecutiva, com a mediana da última sexta-feira fechando em 4%. Nos últimos cinco dias, os participantes da pesquisa projetaram inflação terminal de 3,9% ao final do ano, o que indica que o Focus da semana que vem pode ser mais um a apresentar queda na expectativa de inflação dos agentes financeiros.

Do ponto de vista da política monetária, estas revisões são ainda mais positivas, haja vista que, enquanto a mediana do indicador cheio está em queda, a projeção para o IPCA de administrados fechou a última semana em 3,76%. Há quatro semanas atrás, a mediana do grupo era de 3,72%. O IGP-M, por sua vez, apresentou mediana de 3,87%, resultado 0,8 p.p. inferior ao observado um mês atrás. Tal combinação sugere, por exemplo, uma composição do indicador cheio de inflação mais favorável ao combinar queda nos grupos de serviços e bens industriais, tendo como contrapartida elevações em grupos que não necessariamente são afetados pela política monetária, como os preços administrados.

O ponto de atenção, no entanto, segue com a inflação de 2027, que permanece estacionada em 3,80%. Embora o horizonte relevante da política monetária seja o final do segundo semestre do próximo ano e não necessariamente seu final, a rigidez apresentada pela mediana da projeção de 2027 pode ser um balizador importante em termos de discussão sobre a magnitude do ciclo de queda de juros vindouro. As projeções para Selic, inclusive, se mantiveram estáveis em todos os quatro anos abarcados pelo boletim.