Petróleo cai com tempestade nos EUA e produção no Oriente Médio no radar
Em um dia bastante volátil, os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa, apesar do clima de tensão no Oriente Médio. Hoje, o porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua escolta chegaram à região, em meio a reforço de presença dos EUA perto do Irã. Recentemente, o governo americano ameaçou agir contra o regime de Teerã por reprimir manifestações com violência. No Cazaquistão, a produção foi retomada.
Em outra frente, as cotações da commodity começaram a reagir aos efeitos da tempestade de inverno que atingiu os EUA neste fim de semana, forçando a interrupção da produção de petróleo bruto em 2 milhões de barris por dia – cerca de 15% do volume nacional, segundo a Reuters.
O contrato do Brent para março fechou em baixa de 0,44%, a US$ 65,59 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 0,72%, a US$ 60,63 por barril na Nymex.
Ouro sobe forte e fecha acima de US$ 5 mil pela 1ª vez com tensões comerciais e Fed no radar
O ouro mantém sua escalada e fechou com forte alta nesta 2ªF, engatando a sexta sessão consecutiva de ganhos, com a busca por proteção em meio os riscos comerciais e geopolíticos alimentados por Trump – além das chances de um novo shutdown governamental nos EUA, começando em 31 de janeiro, com a resistência dos democratas frente ao orçamento.
O alvo mais recente do presidente americano é o Canadá, que foi ameaçado com uma tarifa de até 100% caso feche acordo com a China. O país asiático esclareceu hoje que possui um novo tipo de parceria estratégica com os canadenses e cita “acordos específicos” para lidar com questões econômicas e comerciais. O entendimento, porém, não visa “nenhum terceiro país”, afirma o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, sem mencionar explicitamente os EUA.
De pano de fundo, o Fed anuncia depois de amanhã sua decisão de política monetária, devendo manter os juros inalterados. O contrato do metal precioso para fevereiro subiu 2,06% na Comex, cotado a US$ 5.082,50 por onça-troy, novo recorde de fechamento, após renovar o pico intradia, a US$ 5.107,90. (BDM Online)
Giro das 15h: Ibovespa dá sinais de correção após sequência de recordes
O Ibovespa oscila em torno da estabilidade neste momento (+0,01%, aos 178.876 pontos), após ensaiar uma correção pela manhã.
O índice teve uma sequência de recordes da semana passada, quando acumulou alta de 8,5%.
Em NY, as bolsas apontam para cima (Dow Jones +0,46%; S&P500 +0,59%; Nasdaq +0,63%), no início de uma semana movimentada.
O período será marcado pela decisão do Fed e por balanços de big techs.
O dólar à vista recua diante do real (-0,33%, a R$ 5,2686) em linha com o exterior (DXY -0,60%, aos 97,016 pontos).
Os juros futuros seguem a tendência do câmbio (DI Jan/27 a 13,685%; Jan/29 a 12,995%)
Investidores estão à espera de alguma sinalização do Copom nesta 4ªF, de que pode iniciar o ciclo de corte da Selic em março. (Téo Takar)