Fechamento: Ibovespa fica quase estável, à espera do Copom e Fed

Após sucessivos recordes na semana passada, o Ibovespa fechou perto da estabilidade (-0,08%, aos 178.720,68 pontos) nesta 2ªF, com giro forte, de R$ 31,2 bilhões, indicando que o investidor estrangeiro segue presente.

O mercado está em compasso de espera pelas decisões do Fed e Copom, na 4ªF. Entre as blue chips, Vale ON caiu 2,29% (R$ 83,07), após confirmar transbordamentos de água em duas instalações da mineradora em Minas Gerais. Petrobras (PN +0,91%, a R$ 35,36; e ON +0,34%, a R$ 37,85) também esteve no foco ao anunciar uma redução de 5,2% no preço da gasolina a partir de amanhã.

O dia foi positivo para os bancos, com destaque para Itaú PN (+1,33%; R$ 44,154), BTG ON (+1,93%; R$ 60,23), BB ON (+0,49%; R$ 24,40) e Bradesco PN (+0,43%; R$ 20,88). A exceção foi Santander Unit, que recuou 0,62% (R$ 35,52).

A maior alta do Ibovespa ficou com Localiza (+3,59%; R$ 44,72), seguida de Weg (+3,49%; R$ 51,61) e Cogna (+3,17%; R$ 4,55). MBRF liderou as baixas com -3,57% (R$ 19,74), acompanhada de Cemig PN (-2,48%; R$ 11,42).

Já o dólar à vista fechou perto da estabilidade (-0,12%, a R$ 5,2797), descolado da queda expressiva da moeda americana no exterior (DXY -0,53%, aos 97,072 pontos. Lá fora, o receio de um novo shutdown ajudou a pressionar a divisa em semana de decisão do Fed.

As bolsas americanas subiram, embaladas por ações de big techs, em uma semana carregada de balanços do setor. O índice Dow Jones subiu 0,64% (49.412,40 pontos); o S&P500 ganhou 0,50% (6.950,24); e o Nasdaq avançou 0,43% (23.601,36).

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -0,08% | 178.720,68 pts

▫️ DOW JONES: +0,64% | (49.412,40 pts

▫️ S&P500: +0,50% | 6.950,24 pts

▫️ NASDAQ: +0,42% | 23.601,36 pts

▫️ DÓLAR: -0,12% | R$ 5,2797

▫️ EURO: +0,34% | R$ 6,2786

▫️ BITCOIN: +1,26% | US$ 87.693,00

Juros futuros seguem dólar e Treasuries e caem em meio à expectativa por Fed e Copom

Os juros futuros recuaram moderadamente nesta 2ªF, acompanhando a queda modesta do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, enquanto os investidores mantêm a cautela em uma semana de decisões do Fed e do Copom. A expectativa é que os comunicados tragam alguma sinalização de retomada, a partir de março, dos cortes nos EUA e de início do ciclo de afrouxamento da Selic aqui, já que, nos dois casos, a manutenção das taxas nesta semana é dada como certa. No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,680% (de 13,696% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,980% (13,032%); Jan/31 a 13,295% (13,356%); e Jan/33 a 13,480% (13,548%).

Dólar recua globalmente com risco de novo shutdown

O dólar à vista fechou perto da estabilidade nesta 2ªF, descolado da queda expressiva da moeda americana no exterior. Lá fora, o receio de um novo shutdown ajudou a pressionar a divisa em semana de decisão do Fed. O mercado avalia que aumentou a chance de os democratas se recusarem a votar o Orçamento no Congresso sem mudanças nas provisões para segurança interna, devido ao agravamento dos conflitos em Minneapolis por causa da atuação violenta da Agência de Imigração, o ICE, no Estado. Por aqui, os investidores estão à espera do Copom, que pode finalmente sinalizar o início do ciclo de cortes da Selic a partir de março. O dólar à vista fechou em baixa de 0,12%, a R$ 5,2797, após oscilar entre R$ 5,2612 e R$ 5,2913. Às 17h02, o dólar futuro para fevereiro caía 0,30%, a R$ 5,2875. Lá fora, o índice DXY recuava 0,56%, para 97,048 pontos. O euro subia 0,43%, a US$ 1,1879. E a libra ganhava 0,36%, a US$ 1,3681. (Téo Takar)