Dólar cai forte e testa piso nos R$ 5,20 em mais uma sessão com forte capital estrangeiro

O dólar à vista voltou a cair com intensidade nesta 3ªF e chegou a operar abaixo do piso de R$ 5,20 por alguns momentos, em mais uma sessão marcada pela entrada expressiva de capital estrangeiro, especialmente em direção aos ativos em bolsa.

Lá fora, a moeda americana também registrava desvalorização expressiva frente a outras moedas fortes e divisas emergentes, com investidores preocupados com a possibilidade de os EUA enfrentarem um novo shutdown a partir de sábado.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,38%, a R$ 5,2067, após oscilar entre R$ 5,1987 e R$ 5,2780. Às 17h01, o dólar futuro para fevereiro recuava 1,49%, a R$ 5,2095. Lá fora, o índice DXY caía 0,85%, aos 96,214 pontos.

O euro subia 0,83%, a US$ 1,1976. A libra avançava 0,76%, a US$ 1,3781. E o dólar caía 0,93%, para 152,70 ienes.

Petróleo sobe forte com impacto da nevasca nos EUA na oferta e Irã no radar

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta firme nesta 3ªF, diante de preocupações com a oferta da commodity em meio à nevasca que atinge os EUA.

Os preços testaram as máximas do ano e se aproximaram dos melhores níveis desde outubro.

As baixas temperaturas causaram congelamento em alguns poços americanos nesta semana e diminuíram a produção, com impacto estimado em 2 milhões de bpd, o dobro do prejuízo visto em 2025 pelo mesmo motivo.

Tal conjuntura também impulsiona uma maior demanda por óleo combustível nas regiões onde é usado para aquecimento.

Em outra frente, a situação do Irã permanece no radar do mercado, com Trump exaltando a frota naval enviada ao Oriente Médio, gerando risco de que a indústria petrolífera iraniana seja prejudicada em um eventual conflito.

O contrato do Brent para março fechou em alta de 3,01%, a US$ 67,57 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 2,90%, a US$ 62,39 por barril na Nymex.

Ouro ensaia nova alta, mas fecha estável com realização de lucros e queda do dólar

O ouro fechou estável nesta 3ªF, após romper a barreira de US$ 5.000 por onça-troy na sessão de ontem, pela primeira vez na história.

O metal precioso apresentou forte volatilidade e chegou a subir no pregão de hoje, com a persistente incerteza econômica e geopolítica levando os investidores a buscarem refúgio no metal, mas os preços cederam diante da realização de lucros.

A mais nova tensão comercial surgiu após Trump ameaçar com aumento das tarifas da Coreia do Sul, de 15% para 25%, em razão da demora dos legisladores do país em aprovar o acordo comercial de 2025.

O comportamento do dólar hoje frente a pares (DXY -0,86% há pouco) também influenciou os negócios.

O contrato do metal precioso para fevereiro terminou estável em US$ 5.082,60 por onça-troy na Comex.