Petróleo sobe forte com impacto da nevasca nos EUA na oferta e Irã no radar
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta firme nesta 3ªF, diante de preocupações com a oferta da commodity em meio à nevasca que atinge os EUA.
Os preços testaram as máximas do ano e se aproximaram dos melhores níveis desde outubro.
As baixas temperaturas causaram congelamento em alguns poços americanos nesta semana e diminuíram a produção, com impacto estimado em 2 milhões de bpd, o dobro do prejuízo visto em 2025 pelo mesmo motivo.
Tal conjuntura também impulsiona uma maior demanda por óleo combustível nas regiões onde é usado para aquecimento.
Em outra frente, a situação do Irã permanece no radar do mercado, com Trump exaltando a frota naval enviada ao Oriente Médio, gerando risco de que a indústria petrolífera iraniana seja prejudicada em um eventual conflito.
O contrato do Brent para março fechou em alta de 3,01%, a US$ 67,57 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 2,90%, a US$ 62,39 por barril na Nymex.
Ouro ensaia nova alta, mas fecha estável com realização de lucros e queda do dólar
O ouro fechou estável nesta 3ªF, após romper a barreira de US$ 5.000 por onça-troy na sessão de ontem, pela primeira vez na história.
O metal precioso apresentou forte volatilidade e chegou a subir no pregão de hoje, com a persistente incerteza econômica e geopolítica levando os investidores a buscarem refúgio no metal, mas os preços cederam diante da realização de lucros.
A mais nova tensão comercial surgiu após Trump ameaçar com aumento das tarifas da Coreia do Sul, de 15% para 25%, em razão da demora dos legisladores do país em aprovar o acordo comercial de 2025.
O comportamento do dólar hoje frente a pares (DXY -0,86% há pouco) também influenciou os negócios.
O contrato do metal precioso para fevereiro terminou estável em US$ 5.082,60 por onça-troy na Comex.
Giro das 15h: Ibovespa busca novo recorde com apoio do fluxo gringo
O Ibovespa (+2,20%, aos 182.648 pontos) caminha para novos recordes nesta 3ªF, apoiado pela entrada de capital estrangeiro e pelo IPCA-15 de janeiro.
O índice subiu 0,20%, abaixo da expectativa do mercado (+0,23%), após marcar 0,25% em dezembro.
Todas as blue chips registram altas expressivas: Vale ON (+2,38%); Petrobras ON (+2,85%) e PN (+2,52%); Itaú PN (+3,47%) e Bradesco PN (+2,73%).
O fluxo gringo empurra o dólar à vista para baixo (-1,26%, a R$ 5,2131), acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana (DXY -0,88%, a 96,185 pontos).
Na véspera da decisão do Copom, os juros futuros acompanham o alívio no câmbio (DI Jan/27 a 13,590%; Jan/33 a 13,380%).
Em NY, as bolsas operam mistas com Dow Jones (-0,98%) pressionado pelo tombo de 19,9% da Unitedhealth após o balanço.
Já S&P500 (+0,40%) e Nasdaq (+0,90%) avançam, embalados pelas ações das techs: Apple +2,2%; Microsoft (+2,2%).