Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que, na véspera do Fed, o dólar seguiu em queda global, tocando mínima desde 2022, enquanto moedas da Europa e Ásia se fortaleceram. O petróleo subiu mais de 3% com tensões no Oriente Médio e o ouro ganhou fôlego. No Brasil, Ibovespa avançou 1,79% a 181 mil pontos e dólar recuou a R$ 5,20, com apoio do IPCA-15 abaixo do esperado. Hoje, atenção à decisão do Fed e sinais sobre o ciclo de cortes.

Juros futuros queimam prêmios na véspera do Copom, com tombo do dólar e IPCA-15

Os juros futuros recuaram nesta 3ªF, véspera de decisão do Copom, acompanhando a forte queda do dólar.

O mercado reagiu também aos números do IPCA-15 que mostrou alta de 0,20% em janeiro, melhor que o esperado pelos economistas (+0,23%) e desacelerando em relação aos 0,25% de dezembro.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,575% (de 13,679%) no ajuste anterior; Jan/29 a 12,850% (12,987%); Jan/31 a 13,145% (13,305%); e Jan/33 a 13,320% (13,493%).

Dólar cai forte e testa piso nos R$ 5,20 em mais uma sessão com forte capital estrangeiro

O dólar à vista voltou a cair com intensidade nesta 3ªF e chegou a operar abaixo do piso de R$ 5,20 por alguns momentos, em mais uma sessão marcada pela entrada expressiva de capital estrangeiro, especialmente em direção aos ativos em bolsa.

Lá fora, a moeda americana também registrava desvalorização expressiva frente a outras moedas fortes e divisas emergentes, com investidores preocupados com a possibilidade de os EUA enfrentarem um novo shutdown a partir de sábado.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,38%, a R$ 5,2067, após oscilar entre R$ 5,1987 e R$ 5,2780. Às 17h01, o dólar futuro para fevereiro recuava 1,49%, a R$ 5,2095. Lá fora, o índice DXY caía 0,85%, aos 96,214 pontos.

O euro subia 0,83%, a US$ 1,1976. A libra avançava 0,76%, a US$ 1,3781. E o dólar caía 0,93%, para 152,70 ienes.