Giro das 12h: Ibovespa vai a 184 mil pontos na Super Quarta

O Ibovespa tem nova disparada, a 184.550,55 pontos (+1,45%), em sessão de decisão de juros e continuidade da entrada de dinheiro estrangeiro.

As ações de maior peso avançam e as cíclicas se beneficiam da queda dos juros futuros.

O Copom deve deixar a Selic onde está, no patamar dos 15%, diante da dependência de dados do comitê, em um cenário de taxa de desemprego na mínima e aceleração dos serviços no IPCA de dezembro.

O mercado aguarda que as entrelinhas do comunicado confirmem as expectativas de corte em março.

NY abriu em alta, com S&P 500 e Nasdaq subindo 0,31% e 0,64%, respectivamente, e Dow Jones oscilando perto da estabilidade, com viés positivo (+0,01%).

A maioria (97,2% no CME) espera que o FOMC mantenha os juros na faixa entre 3,50%-3,75%, já que o mercado de trabalho americano segue resiliente e a inflação, estável.

Powell concede uma coletiva meia hora depois e não deve se furtar nos comentários sobre a pressão do governo Trump pelos cortes de juros e a investigação criminal aberta contra ele. 

Além do Fed, os investidores aguardam nova rodada de balanços corporativos, com os resultados das big techs após o fechamento.

O índice do dólar se estabiliza a 96,174 pontos (-0,04%), e aqui a moeda cai a R$ 5,1916 (-0,29%).

Abertura: Dólar e juros caem antes de decisão do Fed e do Copom

Dólar e juros cedem na abertura, em dia de decisão de juros aqui e nos EUA, enquanto a moeda opera de forma mista ante divisas emergentes.

Há pouco o dólar estava perto da mínima a R$ 5,1789 (-0,53%), em mais uma sessão de entrada de capital estrangeiro.

O índice DXY se estabiliza a 96,177 pontos (-0,04%), enquanto os rendimentos da Note de 10 anos dos Treasuries sobem a 4,23%.

Fala de Trump de que não está preocupado com a recente desvalorização estressa a moeda, pressionada também pelo shutdown iminente e a política tarifária de volta à pauta. 

O Copom vai manter a Selic em 15%, com voto de sete membros, e não nove, já que não foram indicados os substitutos de Diogo Guillen e Renato Gomes.

A expectativa é pelo comunicado, com o mercado apostando que o afrouxamento monetário só chega em março.

Antes do Copom, o Fed deve manter juros na faixa de 3,5% a 3,75% nos EUA, interrompendo o ciclo após três cortes consecutivos no ano passado.

As orientações sobre o momento do próximo corte de juros é o que mais importa, em meio ao emprego enfraquecido e a inflação acima da meta.

A maioria espera que um corte de 25pb ocorra em junho. O presidente Jerome Powell fala em seguida e pode abordar questões sobre pressão política e independência do BC.

Antes da decisão do Fed, futuros de NY avançam em dia de agenda cheia

Em um dia de agenda cheia, com destaque para a decisão da política monetária do Fed, os futuros de NY avançam, com Dow Jones operando num ritmo mais tímido.

O mercado já espera que as taxas de juros devem se manter inalteradas nesta primeira reunião de 2026. Não por acaso, as atenções dos investidores também estão voltadas para os resultados das gigantes IBM, Microsoft, Meta e Tesla.

Além disso, ainda aguardam a participação de Donald Trump em cúpula promovida pelo Departamento do Tesouro americano.

Há pouco, o Dow Jones tinha leve alta 0,03%, o S&P 500 subia 0,35% e o Nasdaq ganhava 0,92%.