Giro das 15h: Bolsas operam de lado em NY antes do Fed

Faltando uma hora para a decisão do Fed, as bolsas americanas operam de lado (Dow Jones +0,04%; S&P500 -0,06%; Nasdaq +0,10%).

Os investidores estão cautelosos, à espera do comunicado e, principalmente, da entrevista de Jerome Powell na sequência.

Por aqui, o Ibovespa segue em alta (+0,94%, aos 183.624 pontos), mas já opera longe da máxima registrada mais cedo (185.064,76), mostrando um misto de cautela com espaço para uma correção.

O dólar à vista opera perto da estabilidade (+0,07%, a R$ 5,2104), apesar da recuperação da moeda americana no exterior (DXY + 0,31%, aos 96,518 pontos).

A melhora da divisa ocorre após as declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, descartando uma intervenção no iene em conjunto com o Japão.

Ele também reiterou que “os EUA sempre tiveram uma política de dólar forte e sempre terão. Dólar forte significa estabelecer fundamentos corretos”.

Europa: Bolsas caem com pressão de balanços e cautela diante do Fed

As principais bolsas europeias fecharam em queda nesta 4ªF, com os investidores de olho na temperada de resultados corporativos.

Há também cautela antes da primeira decisão sobre política monetária do Fed em 2026, com horizonte de manutenção dos juros no intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano.

Os investidores também estarão de olho nos balanços de algumas das principais empresas americanas, como a Microsoft, Meta e Tesla, que divulgam os números após o fechamento do mercado em NY.

Em termos setoriais, ações de empresas de semicondutores europeias disparam após balanço da ASM.

Já LVMH despencou 6,8% após os resultados do 4TRI frustrarem as esperanças de rápida recuperação na demanda por artigos de luxo.

No fechamento: Londres -0,52%; Frankfurt -0,29%; Paris -1,06%; e Stoxx 600 -0,66%, aos 609,08 pontos.

Raízen lidera altas do Ibovespa ainda com expectativa de reestruturação

As ações da Raízen registram o melhor desempenho do Ibovespa, com ganho de 20%, negociada a R$ 1,08.

O papel supera a cotação de R$ 1 e é a maior desde outubro de 2025, quando passou a ser negociado abaixo desse valor.

A forte valorização teve início ontem, com a expectativa de reestruturação financeira da companhia.

Segundo o Broadcast, a reestruturação pode vir de um aumento de capital entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.