Vai rolar: Caged, fiscal, Haddad e balanço da Apple

[29/01/26] O mercado não esperava pelo forward guidance que veio no comunicado do Copom, antevendo o início dos cortes da Selic na próxima reunião, e, apesar da sinalização de um ritmo cauteloso do ciclo de quedas, o BC abriu a porteira no mercado, que desprezou o alerta de “serenidade”, avançando em apostas de um primeiro corte de 50pbs e até de 75pbs.

Deve ser grande a volatilidade na curva de juros hoje, enquanto a agenda traz os dados do Caged, importantes para a condução da política monetária, o resultado fiscal do Governo Central e uma entrevista de Haddad.

Já em Nova York, repercutem na abertura as fortes reações dos balanços de Meta, Tesla, Microsoft e IBM no after hours.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ 07h00 – Zona do euro: Índice de sentimento econômico de janeiro

▪️ 08h00 – FGV: IGP-M de janeiro

▪️ 08h30 – BC: Nota de crédito de dezembro

▪️ 09h30 – Tesouro: Resultado primário do governo central de dezembro

▪️ 10h00 – África do Sul: Decisão de política monetária

▪️ 10h30 – EUA: Balança comercial de novembro

▪️ 10h30 – EUA: Pedidos semanais de auxílio-desemprego

▪️ 10h30 – EUA: Custo unitário de mão de obra do 3º tri

▪️ 12h00 – EUA: Encomendas à indústria de novembro

▪️ 12h00 – EUA: Estoques no atacado de novembro

▪️ 14h30 – Caged de dezembro

Eventos

▪️ 09h00 – Haddad, concede entrevista ao Metrópoles

▪️ 11h30 – BC: Leilão de até US$ 2,5 bilhões em swap para rolagem

Balanços

▪️ Antes da abertura: Deutsche Bank, ING, Lloyds, Caterpillar, International Paper e Mastercard

▪️ EUA/após o fechamento: Apple e Visa

Fechamento: Ibovespa renova recordes e supera 184 mil pontos; dólar estaciona em R$ 5,20

O Ibovespa seguiu sua escalada e mais uma vez atingiu duplo recorde, de fechamento e máxima intradia. O índice terminou em alta de 1,52%, aos 184.691,05 pontos, com giro expressivo, de R$ 33,5 bilhões, indicando que o fluxo estrangeiro segue presente.

O pico do dia ficou em 185.064,76 pontos.

Novamente as blue chips avançaram em bloco. Petrobras (PN +3,35%, a R$ 37,34; e ON +2,90%, a R$ 40,04) subiu mais que o petróleo, enquanto a Vale (+2,44%; R$ 86,97) contrariou o minério.

Entre os bancos, destaque para Itaú (+2,25%; R$ 46,34), BB (+2,88%; R$ 24,40) e Santander (+2,32%; R$ 37,50).

Raízen liderou as altas do Ibovespa com +20% (R$ 1,08), seguida de C&A (+8,60%; R$ 12,50) e Usiminas PNA (+6,57%; R$ 6,97).

Na outra ponta, Embraer liderou com -3,53% (R$ 99,77), acompanhada de CPFL Energia (-2,84%; R$ 53,05) e MBRF (-2,51%; R$ 19,03).

O dólar à vista fechou estável, a R$ 5,2066, apesar da recuperação da moeda americana frente aos pares no exterior. Por aqui, mais uma vez a entrada de capital externo falou mais alto, compensando a alta da divisa lá fora.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +1,52% | 184.691,05 pts

▫️ DOW JONES: +0,02% | 49.015,601 pts

▫️ S&P500: -0,01% | 6.978,03 pts

▫️ NASDAQ: +0,17% | 23.857,45 pts

▫️ DÓLAR: Estável| R$ 5,2066

▫️ EURO: -0,57% | R$ 6,2082

▫️ BITCOIN: +0,06% | US$ 89.145,00

Juros futuros seguem ladeira abaixo, à espera de sinalização de alívio pelo Copom

Os juros futuros voltaram a queimar prêmios e fecharam perto das mínimas do dia nesta 4ªF, antes da decisão do Copom.

A estabilidade do câmbio e o apetite por risco dos investidores, especialmente os estrangeiros, que seguiram comprando a bolsa brasileira, ajudaram a manter as taxas com viés de baixa.

Além disso, boa parte do mercado especulou a possibilidade de o Copom trazer alguma surpresa hoje, ao menos no comunicado, sinalizando alívio na política monetária a partir de março.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,515% (de 13,576% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,785% (12,865%); Jan/31 a 13,085% (13,148%); Jan/33 a 13,265% (13,322%).