Bolsas asiáticas fecham mistas entre medidas de estímulo, realização de lucro e incertezas comerciais
Na China, o Shanghai subiu +0,16% e o Shenzhen caiu -0,30%. O investidor realizou lucros após alta da valorização do ouro, prata, cobre e outros metais, à medida que as incertezas geopolíticas e comerciais aumentaram a demanda por ativos de refúgio.
Techs e cíclicas foram sustentadas pelo otimismo da demanda relacionada à IA e pelas expectativas de novas medidas políticas para estimular o consumo.
O Hang Seng subiu 0,51%, na máxima de 4,5 anos, com setores imobiliário e financeiro. Na China, incorporadoras não são mais obrigadas pelos reguladores a apresentar indicadores destinados a conter o endividamento.
O setor financeiro refletiu decisão de Hong Kong de manter juros inalterados em 4,0%, espelhando a decisão anterior do Fed .
Na Coreia do Sul, KOSPI subiu 0,98%, novo recorde histórico, impulsionado pelos fortes resultados do setor de semicondutores. As negociações entre EUA e Coreia do Sul permanecem suspensas.
Em Tóquio, o Nikkei subiu +0,12% e em Taiwan, o Taiex caiu 0,82%.
Após Fed, bolsas europeias operam sem direção única, com tendência positiva predominando
As bolsas europeias operam sem direção única, com a tendência positiva predominando, depois da cautela da véspera, quando os investidores aguardavam a decisão do Fed, que, ao final, seguiu as apostas de manutenção das taxas de juros.
Ainda no noticiário econômico, o mercado avalia o Índice de sentimento econômico de janeiro na Zona do euro.
Também se destaca o lucro líquido acima das estimativas no 4TRI do Deutsche Bank, que reportou 1,57 bilhão de euros no período.
Há pouco, a bolsa de Londres ganhava 0,42%; a de Frankfurt cedia 1,12% e a de Paris subia 0,57%. Os índices STOXX 50 (+0,42%) e STOXX 600 (+0,35%) também avançavam.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Fed manteve os juros, reconheceu a resiliência da economia e avaliou inflação ainda elevada, sem sinalizar cortes claros. O dólar seguiu fraco globalmente e o petróleo subiu com tensões no Oriente Médio. No Brasil, o Copom manteve a Selic em 15% e sinalizou corte de 0,50 p.p. em março. Ibovespa renovou recorde e hoje saem IGPM e dados de crédito.