Petrobras perde o fôlego, mas ainda está entre as maiores altas do Ibovespa

Os papéis da Petrobras estão entre as maiores altas do Ibovespa desde o início do pregão desta quinta-feira, embora tenham reduzido os ganhos.

A procura pelas ações é impulsionada pela valorização do petróleo, que sobe mais de 3,60%, mas registrou altas maiores durante a manhã.

Outro fator que beneficia a estatal são seus dados sobre reservas.

Ontem, a estatal divulgou que suas reservas provadas de óleo, condensado e gás natural atingiram 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em 31 de dezembro de 2025

Isso representa aumento de 1,7 bilhão de boe, ante 11,4 bilhões de boe de 2024

Há pouco, Petrobras PN avançava 1,12% (R$ 37,76) e Petrobras ON tinha ganho de 0,77% (R$ 40,35).

Giro das 12h: Ibovespa enfraquece com bancos e NY, mas Petrobras e Vale seguram perdas

O Ibovespa fez máxima de 186.449,75 antes de perder força perto do meio dia, agora aos 184.398,23 pontos (-0,16%), no dia seguinte ao Copom, que deu sinais de cortes de juros em março.

Bancos devolveram os ganhos (Bradesco PN -0,69%; Itaú -0,19%), mas as commodities seguram perdas maiores.

Petrobras salta (ON +1,75%; PN +2,22%), com a alta de quase 5% no petróleo, em meio às ameaças de Trump ao Irã.

Vale sobe 2,71% com a valorização de 1,78% do minério em Dalian.

O dólar perde 0,06% (R$ 5,2033) contra o real, o que, além da política monetária, reflete a fraqueza global da moeda norte-americana.

O DXY cai a 96,185 (-0,27%) enquanto NY enfraquece (Dow Jones -0,18%; S&P 500 -0,80% e Nasdaq -1,64%).

Meta dispara 8,35% ao superar as expectativas de vendas, enquanto Tesla cai 1,88%, com a baixa de 3% na receita anual.

Microsoft, por sua vez, derrete 11,05% com desaceleração no crescimento da computação em nuvem.

Entre os dados, os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA apontaram um mercado de trabalho estabilizado, corroborando a visão do Fed, que manteve juros ontem.

Abertura: Dólar e juros caem após Copom dovish

Comitê afirmou que chegou a hora de calibrar o nível dos juros em sua próxima reunião

O dólar recua a R$ 5,1849 (-0,42%) e os juros cedem no dia seguinte ao Copom, que manteve a Selic nos 15%.

Pelo ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, disse ter chegado a hora de “calibrar o nível de juros”, “em sua próxima reunião” (março).

O mercado projeta um corte inicial de 50 pontos, em meio à projeção de inflação no centro da meta no horizonte relevante.

O diferencial de rendimento sustenta fluxos estrangeiros, enquanto o dólar no exterior segue se desvalorizando em meio à incerteza política em Washington.

A atenção se volta ao Caged, à tarde, enquanto nos EUA, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego vieram estáveis.

O DXY cai a 96,242 pontos (-0,21%), após ter se valorizado ontem na esteira de uma fala do secretário do Tesouro, Scott Bessent, sobre reafirmar a preferência dos EUA por uma moeda forte.

O Fed sinalizou uma longa espera antes de quaisquer novas reduções de juros e Powell ressaltou “amplo apoio” à decisão de pausa ontem.

O mercado segue precificando corte só em junho pelo FOMC. O presidente do BC também recomendou ao seu sucessor distância “de políticos”.