Giro das 15h: NY tem sessão negativa, com ameaças de Trump ao Irã, risco de shutdown e balanços de big techs
As bolsas norte-americanas operam no vermelho (Dow Jones -0,38%; S&P500 -0,93% e Nasdaq -1,59%) e mostram intensa volatilidade nesta 5ªF.
O mercado enfrenta o aumento das preocupações com um novo shutdown a partir de sábado, o risco de Trump atacar o Irã, e ainda a repercussão dos balanços das big techs.
Microsoft (-11,79%) e Meta (+9,44%) travam uma queda de braço no setor, assim como IBM (+6,02%) e Tesla (-1,65%).
Já Apple (+0,4%) opera de lado, antes da divulgação do seu resultado, após o fechamento.
Por aqui, o ruído externo serve de motivo para uma correção do Ibovespa (-0,96%, aos 182.915 pontos), com o índice ainda acumulando ganho de mais de 13% em janeiro.
O dólar à vista não define tendência e agora sobe 0,11%, a R$ 5,2122, apesar do recuo da moeda norte-americana frente aos pares no exterior (DXU -0,22%, aos 96,230 pontos).
No day after do Copom, as taxas curtas recuam (DI Jan/27 a 13,480%) de olho em um corte da Selic em março, enquanto as longas operam de lado (Jan/33 a 13,275%), limitadas pelo câmbio e o exterior.
Raízen realiza lucros após fortes altas nos últimos pregões
As ações da Raízen caem 2,78% (R$ 1,05) nesta tarde, em movimento de realização de lucros, após fortes altas nos últimos pregões.
Apesar disso, os ganhos acumulados ultrapassam os 29% no mês.
As compras recentes foram estimuladas por notícias sobre a estruturação de um possível aumento de capital entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
Europa: Bolsas fecham mistas com balanços no radar, pós decisão do Fed
As principais bolsas europeias fecharam sem direção única nesta 5ªF, recheada de balanços corporativos e reagindo à decisão de ontem do Fed de manter inalterados os juros norte-americanos.
No comunicado após a reunião, o Fomc afirmou que os indicadores sugerem que “a atividade econômica tem se expandido em um ritmo sólido”.
O texto diz também que a taxa de desemprego “apresentou alguns sinais de estabilização”.
No campo macro europeu, o Índice de Sentimento Econômico da zona do euro subiu para 99,4 em janeiro, de 97,2, revisados em dezembro.
O dado veio bem acima das projeções de analistas, de 97,0, alcançando o nível mais alto desde janeiro de 2023.
Em outra frente, os investidores monitoram as tensões geopolíticas, sobretudo no Irã, com a pressão norte-americana após envido de uma grande armada para o Oriente Médio.
No fechamento: Londres +0,17%; Frankfurt -2,07%; Paris +0,06%; e Stoxx 600 -0,22%, aos 607,16 pontos.