Dólar fecha abaixo de R$ 5,20 com fluxo gringo e commodities em sessão volátil
O dólar à vista retomou a trajetória de queda diante do real nesta 5ªF, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior, após uma sessão de intensa volatilidade.
A divisa chegou a subir no início da tarde com a piora do clima dos mercados, em meio às ameaças de Trump de promover um ataque contra o Irã, o risco de um novo shutdown do governo americano a partir de sábado, e ainda as preocupações com o setor de tecnologia, após o balanço da Microsoft ter decepcionado os investidores.
Mas a alta das commodities, especialmente do petróleo, sustentaram as moedas de países produtores, como o real brasileiro.
Por aqui, a sinalização do Copom de que iniciará os cortes da Selic em março, mas de forma lenta, colaborou para manter a atratividade do “carry trade”, sustentando o fluxo estrangeiro.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,25%, a R$ 5,1936, após oscilar entre R$ 5,1659 e R$ 5,2488.
Às 17h03, o dólar futuro para fevereiro operava perto da estabilidade (-0,02%), a R$ 5,1965. Lá fora, o índice DXY caía 0,18%, aos 96,274 pontos. O euro caía 0,06%, para US$ 1,1949. E a libra perdia 0,09%, a US$ 1,3792.
Petróleo sobe forte e atinge maior nível em 5 meses com temor de medidas dos EUA contra o Irã
Os contratos futuros de petróleo dispararam na sessão de hoje, atingindo o maior patamar em cinco meses, em virtude de preocupações de que os EUA possam tomar medidas contra o Irã.
Trump avalia algumas alternativas, incluindo ataques direcionados contra forças de segurança e líderes do regime para incitar manifestantes, dizem fontes da Reuters.
Segundo analistas, a preocupação imediata é o dano colateral causado caso o Irã ataque seus vizinhos ou, eventualmente, feche o Estreito de Ormuz para os 20 milhões de barris de petróleo que ali circulam todos os dias.
Ampliando os ganhos de ontem, o contrato do Brent para março fechou em alta de 3,38%, a US$ 70,71 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 3,50%, a US$ 65,42 por barril na Nymex.
Ouro oscila forte, mas fecha com leve ganho, mantendo patamar de US$ 5,3 mil com Irã no radar
Em uma sessão extremamente volátil, o ouro cravou novas marcas históricas de fechamento e máxima intradia, diante dos temores de um novo ataque dos EUA ao Irã, com o objetivo de fragilizar regime.
Países da região alertam, porém, para cenários de caos se isso acontecer, enquanto diplomatas tentam convencer Washington a desistir de intervenção e querem gestos de confiança de Teerã.
O comportamento do metal precioso vem após o Fed confirmar ontem manutenção das taxas de juros americanas. O dólar cai frente a pares (DXY -0,22% há pouco).
O contrato do ouro para fevereiro fechou em leve alta de 0,28% na Comex, cotado a US$ 5.318,40 por onça-troy. No pico do dia, bateu US$ 5.586,20, com mínima em US$ 5.097,50.