Petróleo recua após fortes altas recentes, com tensões entre EUA e Irã ainda no radar

Depois das fortes altas dos últimos dias, sustentadas pelas ameaças de ataques dos EUA contra o Irã, que podem levar à interrupção do fornecimento do petróleo, os contratos futuros da commodity operam em baixa nesta 6ªF, em realização.

Donald Trump tem aumentado a pressão contra o país do Oriente Médio e tem avaliado alternativas de ações militares.

Em outra frente, o presidente americano ameaçou impor novas tarifas a países que forneçam petróleo a Cuba. Por sua vez, o governo chinês manifestou forte rejeição às novas medidas dos EUA contra a ilha.

Há pouco, o WTI para março cedia 0,68%, a US$ 64,74; e o Brent para março caía 0,61%, a US$ 70,10.

Bolsas europeias avançam apoiadas em otimismo com balanços

As bolsas europeias avançam nesta 6ªF, com o apetite por risco apoiado no otimismo dos investidores com fortes balanços corporativos. O movimento ocorre apesar das preocupações diante das tensões geopolíticas e comerciais envolvendo EUA e União Europeia. Outro ponto de atenção é o anúncio do novo presidente do Fed prometido por Donald Trump para hoje. Há pouco, a bolsa de Londres ganhava 0,14%; a de Frankfurt tinha alta de 0,61% e a de Paris subia 0,31%. Os índices STOXX 50 (+0,61%) e STOXX 600 (+0,39%) também avançavam.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que tensões entre EUA e Irã, risco de shutdown e balanços mistos derrubaram bolsas de NY e impulsionaram ouro e petróleo. No Brasil, Ibovespa realizou lucros após recorde e ações de energia subiram, enquanto juros caíram com expectativa de corte na Selic e dados fracos do Caged. Hoje, destaque para PNAD, resultado primário, PIB da zona do euro e PPI nos EUA.