Boletim Focus

Por Departamento Econômico PicPay

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 02 de fevereiro, foi composto por uma série de revisões nas projeções de curto prazo do mercado, cujo viés pode ser considerado como benigno. O destaque ficou por conta da expectativa de inflação de 2026, cuja mediana recuou de 4,06% para 3,99% no intervalo de quatro semanas.

Além disso, nos últimos cinco dias de coleta, a mediana do indicador recuou para 3,90%, o que sugere que o processo de desaceleração deve perdurar por pelo menos mais uma semana. Vale ressaltar ainda que, ao contrário da semana anterior, o movimento observado hoje não refletiu apenas uma revisão de baixa dos preços livres, abarcando também o IPCA do grupo de administrados, que viu sua mediana sair de 3,76% na semana anterior para 3,55% nos últimos cinco dias de pesquisa, resultado que pode ser em grande parte atribuído ao corte no preço dos combustíveis e o comportamento mais positivo que o esperado do câmbio.

Embora os demais indicadores tenham se mantido estáveis em relação à mediana observada na semana anterior, as projeções inseridas nos últimos cinco dias nos casos da taxa Selic e do PIB apontaram para uma trajetória futura mais benigna, com o patamar de juros ao final do ano sendo revisado para baixo (12,25% para 12%), enquanto o nível de atividade saiu de 1,80% para 1,82%. Nos demais anos abarcados pela pesquisa, foi possível observar apenas variações marginais nas projeções de câmbio, que se situam agora em R$ 5,50, R$ 5,52 e R$ 5,57 no triênio 2027-29.

Por fim, as expectativas para inflação e câmbio nos próximos meses também se mostraram mais otimistas. Destaque aqui para a mediana da projeção do IPCA de fevereiro, revisada de 0,54% para 0,47% nos últimos cinco dias da pesquisa, enquanto o câmbio terminal do mesmo período saiu de R$ 5,39 para R$ 5,31.

Abertura: Dólar sobe após Warsh e juros se estabilizam de olho em indicação ao BC

O dólar sobe a R$ 5,2594 (+0,22%), em linha com o exterior, com o DXY ganhando 0,36% (97,343), em meio à oscilação dos metais, após a indicação de Kevin Warsh para presidente do Fed.

O investidor vê Kevin Warsh favorável ao corte de juros, mas suas críticas à expansão do balanço patrimonial do Fed poderiam resultar em uma redução da oferta de moeda no mercado. 

O foco principal da semana está no relatório oficial mensal de empregos nos EUA, na 6ªF, do qual se espera aumento de 67 mil postos, uma melhora em relação aos 50 mil no fim do ano passado.

A expectativa é de que a taxa de desemprego permaneça em 4,4%.

Aqui, o mercado analisa a indicação de Guilherme Mello para uma das duas vagas na diretoria do BC.

 Os juros futuros operam estáveis, com leve alta na ponta longa.

Já os rendimentos dos Treasuries se estabilizam.

Futuros de NY recuam com indicação ao Fed e IA no foco

Os futuros de NY recuam nesta primeira sessão de fevereiro, em meio à análise do mercado sobre a escolha de Kevin Warsh para a presidência do Fed e novas preocupações em relação à bolha da inteligência artificial, diante da notícia de que o plano da Nvidia de investimento até US$ 100 bilhões na OpenAI foi paralisado.

Além disso, os índices são pressionados pela queda acentuada nos preços do ouro, da prata e do bitcoin.

No cenário político, a Câmara dos Deputados americana pode votar hoje um projeto de financiamento para evitar shutdown do governo.

Há pouco, o Dow Jones tinha baixa de 0,10%, o S&P 500 cedia 0,48% e o Nasdaq perdia 0,81%.