Eneva cai em razão de mudanças em termos de leilão, afirma o Citi

As ações da Eneva estão entre as maiores baixas do Ibovespa desde o início do pregão.

De acordo com o Citi, a venda dos papéis tem relação com as mudanças anunciadas no sistema de transporte de gás para os próximos leilões de capacidade.

A ANP anunciou, na última semana, desconto de 15% na tarifa de transporte da capacidade de saída no sistema de transporte para contratos firmes com prazo igual ou superior a dez anos.

Essa alteração aconteceu após uma outra, que determinou que as usinas elegíveis para participar do leilão teriam de contratar capacidade firme de gás correspondente a pelo menos 70% da capacidade da usina.

Segundo o banco, o fato de o governo tentar de todas as formas reduzir os preços da energia é negativo. Há pouco, Eneva recuava 2,27%, negociada a R$ 20,64.


Giro das 12h: Ibovespa avança de olho em resultados corporativos; exterior é instável

O Ibovespa subiu à máxima de 182.889,95, antes de reduzir os ganhos a 181.538,16 pontos (+0,10%).

A semana será movimentada por balanços corporativos, começando por Itaú (+0,88%) e Santander (+1,18%) na 4ª feira. Bradesco PN sobe 0,66% e BB tem alta de 0,59%.

Vale perdeu força (+0,19%) e Petrobras derrete (ON -2,85%; PN -2,49%), com petróleo (-4,5%) mais aliviado com as tensões entre EUA e Irã.

O dólar sobe a R$ 5,2590 (+0,22%), após mínima de R$ 5,2370, enquanto os juros avançam a partir de Jan/29 avaliando a indicação de Guilherme Mello ao BC.

Mais cedo, o Focus reduziu projeção de inflação no ano a 3,99%, de 4,06%.

A moeda sobe frente divisas pares, com o DXY ganhando 0,42% (97,395) e os rendimentos dos Treasuries virando o sinal para o campo positivo.

NY abriu em queda, mas agora sobe moderadamente (Dow Jones +0,54%; S&P 500 +0,42% e Nasdaq +0,40%).

O ouro segue bastante instável (-0,07%) e o mercado continua cauteloso com a escolha de Kevin Warsh para liderar o Fed.

Boletim Focus

Por Departamento Econômico PicPay

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 02 de fevereiro, foi composto por uma série de revisões nas projeções de curto prazo do mercado, cujo viés pode ser considerado como benigno. O destaque ficou por conta da expectativa de inflação de 2026, cuja mediana recuou de 4,06% para 3,99% no intervalo de quatro semanas.

Além disso, nos últimos cinco dias de coleta, a mediana do indicador recuou para 3,90%, o que sugere que o processo de desaceleração deve perdurar por pelo menos mais uma semana. Vale ressaltar ainda que, ao contrário da semana anterior, o movimento observado hoje não refletiu apenas uma revisão de baixa dos preços livres, abarcando também o IPCA do grupo de administrados, que viu sua mediana sair de 3,76% na semana anterior para 3,55% nos últimos cinco dias de pesquisa, resultado que pode ser em grande parte atribuído ao corte no preço dos combustíveis e o comportamento mais positivo que o esperado do câmbio.

Embora os demais indicadores tenham se mantido estáveis em relação à mediana observada na semana anterior, as projeções inseridas nos últimos cinco dias nos casos da taxa Selic e do PIB apontaram para uma trajetória futura mais benigna, com o patamar de juros ao final do ano sendo revisado para baixo (12,25% para 12%), enquanto o nível de atividade saiu de 1,80% para 1,82%. Nos demais anos abarcados pela pesquisa, foi possível observar apenas variações marginais nas projeções de câmbio, que se situam agora em R$ 5,50, R$ 5,52 e R$ 5,57 no triênio 2027-29.

Por fim, as expectativas para inflação e câmbio nos próximos meses também se mostraram mais otimistas. Destaque aqui para a mediana da projeção do IPCA de fevereiro, revisada de 0,54% para 0,47% nos últimos cinco dias da pesquisa, enquanto o câmbio terminal do mesmo período saiu de R$ 5,39 para R$ 5,31.