BC endurece regras cripto e Bitcoin recua

Criptomoedas com melhor desempenho nas últimas 24h

Bitcoin (BTC) – variação 24h -0,44%

Ethereum (ETH) – variação 24h: -1,57%

Tether USDt (USDT) – variação 24h +0,01%

BNB (BNB) – variação 24h: +0,84%

XRP (XRP) – variação 24h: +0,62%

SOLANA (Sol) – variação 24h: +0,99%

USDC (USDC) – variação 24h: -0,01%

Dogecoin (DOGE) – variação 24h: +2,02%

TRON (TRX) – variação 24h:  -0,94%

Cardano (ADA) – variação 24h: +3,60%

Atualização de 02/02/26 às 12h19 Fonte: [investing.com]

Principais notícias e indicadores

Banco Central inicia fiscalização do mercado cripto e exige segregação patrimonial

Entram em vigor nesta segunda-feira as Instruções Normativas 701 e 704, estabelecendo o marco regulatório das VASPs no Brasil. As novas regras impõem auditoria externa e a obrigatoriedade de separação entre os ativos dos clientes e os da própria corretora. Empresas já operantes têm até outubro de 2026 para solicitar autorização, enquanto novos negócios estão proibidos de atuar sem licença prévia do Banco Central.

Bitcoin recua 14% no ano e busca suporte na faixa de US$ 74.000

Após falhar em sustentar o patamar de US$ 100 mil em janeiro, a principal criptomoeda opera em queda, pressionada pela inflação de serviços nos Estados Unidos e por saídas líquidas de US$ 278 milhões dos ETFs. No Brasil, o par BTC/BRL caiu para R$ 404.594, com investidores atentos ao suporte psicológico de R$ 400 mil. Analistas apontam que a manutenção dos níveis atuais é crucial para evitar testes nas médias móveis de longo prazo.

Banco Master é investigado pela PF por movimentar R$ 2,8 bilhões para empresa cripto]

A Polícia Federal apura operações de câmbio realizadas para a One World Services (OWS), sob suspeita de lavagem de dinheiro para grupos criminosos. Segundo a investigação, o banco teria ignorado a ausência de documentação exigida em 331 operações de remessa ao exterior entre 2018 e 2021. O caso integra a Operação Colossus, que monitora fluxos financeiros que podem chegar a R$ 60 bilhões no setor.

Sentimento de “medo extremo” domina o mercado cripto e sinaliza capitulação

O Índice de Medo e Ganância caiu para 16 pontos após o Bitcoin perder suportes relevantes e registrar cerca de US$ 1,6 bilhão em liquidações de posições compradas. Analistas avaliam que, em um cenário de baixa prolongada, o ativo pode buscar fundos entre US$ 50.000 e US$ 58.000, níveis próximos à média móvel de 200 semanas. A aversão ao risco reflete o pessimismo macroeconômico global e a ausência de catalisadores de curto prazo.

Resumo do mercado

O mercado cripto inicia fevereiro sob forte postura defensiva, com o Bitcoin (BTC) lutando para sustentar o patamar de US$ 74 mil em um ambiente global marcado por juros elevados e inflação persistente. No Brasil, o cenário regulatório passa por uma inflexão relevante com a entrada em vigor das novas normas do Banco Central, que encerram a fase de autorregulação e impõem exigências institucionais mais rigorosas ao setor.

Em paralelo, as investigações envolvendo o Banco Master reforçam o aumento do escrutínio sobre operações de câmbio ligadas a criptoativos, elevando a pressão por governança, compliance e transparência.

Eneva cai em razão de mudanças em termos de leilão, afirma o Citi

As ações da Eneva estão entre as maiores baixas do Ibovespa desde o início do pregão.

De acordo com o Citi, a venda dos papéis tem relação com as mudanças anunciadas no sistema de transporte de gás para os próximos leilões de capacidade.

A ANP anunciou, na última semana, desconto de 15% na tarifa de transporte da capacidade de saída no sistema de transporte para contratos firmes com prazo igual ou superior a dez anos.

Essa alteração aconteceu após uma outra, que determinou que as usinas elegíveis para participar do leilão teriam de contratar capacidade firme de gás correspondente a pelo menos 70% da capacidade da usina.

Segundo o banco, o fato de o governo tentar de todas as formas reduzir os preços da energia é negativo. Há pouco, Eneva recuava 2,27%, negociada a R$ 20,64.


Giro das 12h: Ibovespa avança de olho em resultados corporativos; exterior é instável

O Ibovespa subiu à máxima de 182.889,95, antes de reduzir os ganhos a 181.538,16 pontos (+0,10%).

A semana será movimentada por balanços corporativos, começando por Itaú (+0,88%) e Santander (+1,18%) na 4ª feira. Bradesco PN sobe 0,66% e BB tem alta de 0,59%.

Vale perdeu força (+0,19%) e Petrobras derrete (ON -2,85%; PN -2,49%), com petróleo (-4,5%) mais aliviado com as tensões entre EUA e Irã.

O dólar sobe a R$ 5,2590 (+0,22%), após mínima de R$ 5,2370, enquanto os juros avançam a partir de Jan/29 avaliando a indicação de Guilherme Mello ao BC.

Mais cedo, o Focus reduziu projeção de inflação no ano a 3,99%, de 4,06%.

A moeda sobe frente divisas pares, com o DXY ganhando 0,42% (97,395) e os rendimentos dos Treasuries virando o sinal para o campo positivo.

NY abriu em queda, mas agora sobe moderadamente (Dow Jones +0,54%; S&P 500 +0,42% e Nasdaq +0,40%).

O ouro segue bastante instável (-0,07%) e o mercado continua cauteloso com a escolha de Kevin Warsh para liderar o Fed.