Giro das 15h: Bolsas em NY iniciam fevereiro em alta, de olho em balanços; Ibovespa acompanha
As bolsas norte-americanas mantêm alta firme nesta primeira sessão de fevereiro (Dow Jones +1,04%; S&P500 +0,71%; Nasdaq +0,88%).
Os investidores estão otimistas numa semana carregadas de balanços de big techs, como Amazon (+2,4%) e Alphabet (+1,4%).
Nem mesmo a notícia de que a divulgação do payroll de janeiro vai atrasar por causa do novo shutdown abalou o bom humor do mercado.
Por aqui, o Ibovespa também sobe (+0,50%, aos 182.269 pontos) sustentado pelo fluxo gringo, apesar da queda expressiva de Petrobras ON (-2,50%) e PN (-1,99%) por causa do tombo do petróleo (Brent/abril -4,65%, a US$ 66,10).
O dólar à vista sobe 0,31% (R$ 5,2638), em linha com a tendência de alta da moeda no exterior (DXY +0,60%).
Os juros futuros longos acompanham o avanço do câmbio, enquanto os curtos recuam (Jan/27 a 13,455%; Jan/33 a 13,375%).
Europa: Bolsas sobem na esteira de NY, à espera de balanços de bancos e decisões do BoE e BCE
Após oscilarem no campo negativo pela manhã, as principais bolsas europeias abriram a semana em alta.
Os mercados acompanham o otimismo em NY, de olho nos balanços a serem divulgados nos próximos dias, sobretudo de bancos, e na volatilidade dos metais preciosos.
Na seara macroeconômica, o PMI da zona do euro mostrou contração da atividade industrial em janeiro, pelo 3º mês consecutivo. O indicador avançou para 49,5, dentro do consenso.
Outro dado no radar são as decisões de política BoE (Inglaterra) e do BCE, ambas na quinta (05/02).
Os investidores seguem atentos também à geopolítica.
Hoje, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, alertou que Trump segue buscando controlar a ilha ártica, mesmo após ter descartado o uso de força militar.
Em outra frente, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, discutirá possível acordo nuclear com Irã na sexta (06/02), segundo a Reuters.
No fechamento: Londres teve alta de 1,15%, a 10.341,56 pontos (novo recorde); Frankfurt +1%; Paris +0,67%; e Stoxx 600 +1,03%, aos 617,31 pontos, nova marca histórica.
BC endurece regras cripto e Bitcoin recua
Bitcoin (BTC) – variação 24h -0,44%
Ethereum (ETH) – variação 24h: -1,57%
Tether USDt (USDT) – variação 24h +0,01%
BNB (BNB) – variação 24h: +0,84%
XRP (XRP) – variação 24h: +0,62%
SOLANA (Sol) – variação 24h: +0,99%
USDC (USDC) – variação 24h: -0,01%
Dogecoin (DOGE) – variação 24h: +2,02%
TRON (TRX) – variação 24h: -0,94%
Cardano (ADA) – variação 24h: +3,60%
Atualização de 02/02/26 às 12h19 Fonte: [investing.com]
Principais notícias e indicadores
Banco Central inicia fiscalização do mercado cripto e exige segregação patrimonial
Entram em vigor nesta segunda-feira as Instruções Normativas 701 e 704, estabelecendo o marco regulatório das VASPs no Brasil. As novas regras impõem auditoria externa e a obrigatoriedade de separação entre os ativos dos clientes e os da própria corretora. Empresas já operantes têm até outubro de 2026 para solicitar autorização, enquanto novos negócios estão proibidos de atuar sem licença prévia do Banco Central.
Bitcoin recua 14% no ano e busca suporte na faixa de US$ 74.000
Após falhar em sustentar o patamar de US$ 100 mil em janeiro, a principal criptomoeda opera em queda, pressionada pela inflação de serviços nos Estados Unidos e por saídas líquidas de US$ 278 milhões dos ETFs. No Brasil, o par BTC/BRL caiu para R$ 404.594, com investidores atentos ao suporte psicológico de R$ 400 mil. Analistas apontam que a manutenção dos níveis atuais é crucial para evitar testes nas médias móveis de longo prazo.
Banco Master é investigado pela PF por movimentar R$ 2,8 bilhões para empresa cripto]
A Polícia Federal apura operações de câmbio realizadas para a One World Services (OWS), sob suspeita de lavagem de dinheiro para grupos criminosos. Segundo a investigação, o banco teria ignorado a ausência de documentação exigida em 331 operações de remessa ao exterior entre 2018 e 2021. O caso integra a Operação Colossus, que monitora fluxos financeiros que podem chegar a R$ 60 bilhões no setor.
Sentimento de “medo extremo” domina o mercado cripto e sinaliza capitulação
O Índice de Medo e Ganância caiu para 16 pontos após o Bitcoin perder suportes relevantes e registrar cerca de US$ 1,6 bilhão em liquidações de posições compradas. Analistas avaliam que, em um cenário de baixa prolongada, o ativo pode buscar fundos entre US$ 50.000 e US$ 58.000, níveis próximos à média móvel de 200 semanas. A aversão ao risco reflete o pessimismo macroeconômico global e a ausência de catalisadores de curto prazo.
Resumo do mercado
O mercado cripto inicia fevereiro sob forte postura defensiva, com o Bitcoin (BTC) lutando para sustentar o patamar de US$ 74 mil em um ambiente global marcado por juros elevados e inflação persistente. No Brasil, o cenário regulatório passa por uma inflexão relevante com a entrada em vigor das novas normas do Banco Central, que encerram a fase de autorregulação e impõem exigências institucionais mais rigorosas ao setor.
Em paralelo, as investigações envolvendo o Banco Master reforçam o aumento do escrutínio sobre operações de câmbio ligadas a criptoativos, elevando a pressão por governança, compliance e transparência.