Ouro oscila forte e fecha em baixa com alívio nas tensões EUA-Irã
Em uma sessão bastante volátil, o ouro terminou em baixa nesta 2ªF, após derrocada de 11,4% no pregão anterior.
No campo geopolítico, as negociações entre EUA e Irã, que têm reunião marcada para a próxima sexta em Istambul, reduziram as tensões e diminuíram a busca por ativos seguros.
Na seara regulatória, a CME anunciou novo aumento de margem para o metal precioso, a prata e outros, a partir do fechamento de hoje. A bolsa afirma que se trata de “revisão normal da volatilidade de mercado para assegurar cobertura adequada de colateral”.
O contrato do ouro para maio fechou em baixa de 1,94% na Comex, cotado a US$ 4.652,60 por onça-troy.
Giro das 15h: Bolsas em NY iniciam fevereiro em alta, de olho em balanços; Ibovespa acompanha
As bolsas norte-americanas mantêm alta firme nesta primeira sessão de fevereiro (Dow Jones +1,04%; S&P500 +0,71%; Nasdaq +0,88%).
Os investidores estão otimistas numa semana carregadas de balanços de big techs, como Amazon (+2,4%) e Alphabet (+1,4%).
Nem mesmo a notícia de que a divulgação do payroll de janeiro vai atrasar por causa do novo shutdown abalou o bom humor do mercado.
Por aqui, o Ibovespa também sobe (+0,50%, aos 182.269 pontos) sustentado pelo fluxo gringo, apesar da queda expressiva de Petrobras ON (-2,50%) e PN (-1,99%) por causa do tombo do petróleo (Brent/abril -4,65%, a US$ 66,10).
O dólar à vista sobe 0,31% (R$ 5,2638), em linha com a tendência de alta da moeda no exterior (DXY +0,60%).
Os juros futuros longos acompanham o avanço do câmbio, enquanto os curtos recuam (Jan/27 a 13,455%; Jan/33 a 13,375%).
Europa: Bolsas sobem na esteira de NY, à espera de balanços de bancos e decisões do BoE e BCE
Após oscilarem no campo negativo pela manhã, as principais bolsas europeias abriram a semana em alta.
Os mercados acompanham o otimismo em NY, de olho nos balanços a serem divulgados nos próximos dias, sobretudo de bancos, e na volatilidade dos metais preciosos.
Na seara macroeconômica, o PMI da zona do euro mostrou contração da atividade industrial em janeiro, pelo 3º mês consecutivo. O indicador avançou para 49,5, dentro do consenso.
Outro dado no radar são as decisões de política BoE (Inglaterra) e do BCE, ambas na quinta (05/02).
Os investidores seguem atentos também à geopolítica.
Hoje, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, alertou que Trump segue buscando controlar a ilha ártica, mesmo após ter descartado o uso de força militar.
Em outra frente, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, discutirá possível acordo nuclear com Irã na sexta (06/02), segundo a Reuters.
No fechamento: Londres teve alta de 1,15%, a 10.341,56 pontos (novo recorde); Frankfurt +1%; Paris +0,67%; e Stoxx 600 +1,03%, aos 617,31 pontos, nova marca histórica.