Vai rolar: Ata do Copom e produção industrial movimentam dia

[03/02/26] Relatório Jolts, previsto para hoje, e payroll (sexta-feira) têm divulgação suspensa pelo shutdown parcial nos Estados Unidos, mas isso não foi motivo de estresse, já que a aprovação do financiamento na Câmara não deve demorar.

O acordo de Trump com a Índia e as negociações com o Irã deram fôlego às bolsas em Nova York, enquanto aqui o Ibov foi no embalo, à espera dos balanços dos grandes bancos esta semana.

O dólar seguiu a valorização global e os juros subiram com o nome de Guilherme Mello cogitado para o BC. Indicado por Haddad, o secretário causa desconforto por seu perfil considerado heterodoxo.

Hoje, a ata do Copom e a produção industrial são destaques na agenda.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ 05h00 – Fipe: IPC de janeiro

▪️ 08h00 – BC: Ata do Copom

▪️ 09h00 – IBGE: Produção industrial de dezembro

▪️ 21h30 – Japão: PMI composto (final) de janeiro

▪️ 22h45 – China: PMI composto (final) de janeiro

Eventos

▪️ EUA: Câmara pode votar projeto de lei para suspender shutdown

▪️ EUA: Trump e presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se encontram na Casa Branca

▪️ 08h30 – Haddad concede entrevista ao vivo à BandNews FM

▪️ 10h00 – EUA: Presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, discursa

Balanços

▪️ EUA/antes da abertura: PepsiCo

▪️ EUA/após o fechamento: AMD

▪️ EUA/após o fechamento: Super Micro Computer

Fechamento: Ibovespa sobe com apoio de bancos e Vale; Petrobras cai com o petróleo

A bolsa brasileira seguiu o otimismo dos mercados em NY (Dow Jones +1,05%; S&P500 +0,54%; e Nasdaq +0,56%) e abriu fevereiro em alta, sustentado mais uma vez pelo fluxo estrangeiro.

Ibovespa fechou com ganho de 0,79%, aos 182.793,40 pontos e giro de R$ 28,6 bilhões.

O destaque positivo ficou com os bancos e a Vale. A mineradora subiu 0,59% (R$ 84,82), apesar da queda de 1,26% do minério de ferro.

Entre as instituições financeiras, BTG avançou 1,95% (R$ 61,12), Santander +1,38% (R$ 36,82), Bradesco PN +1,27% (R$ 21,58) e Itaú (+0,88%; R$ 45,88).

O desempenho do índice só não foi melhor por conta da pressão negativa de Petrobras (ON -1,98%, a R$ 39,59; e PN -1,38%, a R$ 37,24), diante da queda de quase 5% do petróleo.

Direcional ON liderou os ganhos do Ibovespa com +6,59% (R$ 14,87), seguida de Cury ON (+5,44%; R$ 36,43) e C&A (+4,36%; R$ 12,45).

Na outra ponta, Raízen PN foi a que mais caiu (-8,74%; R$ 0,94), acompanhada de PetroRecôncavo ON (-3,19%; R$ 10,94) e Brava ON (-2,59%; R$ 18,41).

O dólar à vista acompanhou o fortalecimento da moeda americana frente aos pares no exterior fechou em alta de 0,22%, a R$ 5,2593.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,79% | 182.793,40 pts
▫️ DOW JONES: +1,05% | 49.407,66 pts
▫️ S&P500: +0,54% | 6.976,44 pts
▫️ NASDAQ: +0,56% | 23.592,11 pts
▫️ DÓLAR: +0,22%| R$ 5,2593
▫️ EURO: -0,43% | R$ 6,1997
▫️ BITCOIN: +1,99% | US$ 78.055,00

Juros curtos caem com Focus convergindo para meta; longos sobem com dólar, Treasuries e indicação de Mello ao BC

Os juros futuros fecharam mistos nesta 2ªF, com os curtos perto da estabilidade e longos em alta.

Os curtos reagiram ao Boletim Focus, que mostrou as projeções de inflação do mercado para este ano abaixo de 4% pela primeira vez (recuou de 4,06% para 3,99%), convergindo para a meta do BC, que é de 3%.

Já os vencimentos longos acompanharam a apreciação do dólar e dos rendimentos dos Treasuries.

O mercado reagiu ainda à indicação do secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, para assumir uma das duas diretorias vagas do Banco Central.

A indicação não foi bem recebida pelos investidores, que temem uma maior influência do governo nas decisões do Copom.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,455% (de 13,468% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,750% (12,692%); Jan/31 a 13,145% (13,042%); e Jan/33 a 13,360% (13,249%).