Europa: Bolsas fecham majoritariamente em baixa, em linha com NY, de olho na geopolítica
As principais bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta 3ªF, seguindo o movimento visto em NY.
Isso aconteceu por conta do mau humor com as empresas de tecnologia, após os ganhos na sessão de ontem.
No campo geopolítico, Zelensky acusa a Rússia de “esperar os dias mais frios” para realizar o ataque “mais potente do ano” nesta madrugada.
A ação envolveu 71 mísseis e 450 drones e foi realizada poucas horas antes da chegada à Ucrânia do secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
Na esfera comercial, a UE anunciou que oferecerá aos EUA uma parceria em minerais críticos para contrabalançar a China.
Entre os setores, destaque para as gigantes da mineração listadas em Londres, com a Rio Tinto que subiu 2,3%; Anglo American teve alta de 4,1% e Antofagasta avançou 3,4%, em meio a negociações.
Os mercados também se ajustam à recuperação dos metais preciosos. Há pouco, o ouro para abril tinha alta de 7,85%.
No fechamento: Londres -0,26%; Frankfurt -0,07%; Paris -0,02%; e Stoxx 600 estável, aos 617,31 pontos.
Giro das 12h: Ibovespa salta após ata do Copom reafirmar corte de juros em março
O Ibovespa avança 2,16% (186.735,76), após inéditos 187.333,83 na máxima, enquanto dólar (R$ 5,2315, em -0,53%) e juros cedem.
A ata do Copom reafirmou expectativa de corte na Selic em março, apesar de o documento afirmar que o tamanho e o ritmo do ciclo de afrouxamento só serão definidos com novos dados à frente.
A esperança de custos de crédito melhores, somada à temporada de balanços apoia os bancões: Itaú sobe 1,79% e Bradesco PN tem alta de 1,86%.
Mais cedo, a produção industrial do Brasil (-1,2% em dezembro) registrou a maior queda desde julho de 2024.
Petrobras (ON +1,82%; PN +1,88%) se beneficia do petróleo, enquanto a Vale (+3,53%) opera na contramão do minério de ferro.
NY abriu em alta mais moderada, mas devolveu maior parte dos ganhos (Dow Jones +0,03%; S&P 500 -0,37% e Nasdaq -0,72%), enquanto os metais voltam a subir.
O ouro ganha 6,33%, para US$ 4.9473 por onça.
Já o DXY segue estável, aos 97,515 pontos ( -0,12%) assim como os rendimentos dos Treasuries.
Nos EUA, o cenário é de manutenção nas expectativas de dois cortes de juros, em junho e outubro.
A parcial paralisação do governo americano adiou a divulgação de dados importantes do mercado de trabalho.
Líderes republicanos da Câmara devem votar pacote de financiamento do governo já aprovado pelo Senado.
Abertura: Dólar e juros recuam após Copom destacar inflação perto da meta
O dólar cai a R$ 5,2265 (-0,62%) e os juros futuros recuam em toda a curva, após a Ata do Copom, que corroborou a visão do mercado em iniciar a flexibilização em março.
Isso reforça que a magnitude e a duração do ciclo serão determinadas ao longo do tempo.
De maneira unânime, o Comitê reafirmou a necessidade da manutenção do patamar de juros em níveis restritivos e sinalizou o dinamismo do mercado de trabalho.
O BC projeta 3,4% de inflação em 2026 e 3,2% no 3TRI, atual horizonte relevante de política monetária.
O mercado ainda acompanhou entrevista com Haddad, que se queixou do vazamento do nome de Guilherme Mello, para uma das vagas na diretoria do BC.
Ele admitiu que indicou o nome o secretário de Política Econômica e também o do economista e professor Tiago Cavalcanti.
O DXY ronda a estabilidade em 97,520 (-0,11%), após altas recentes, com o mercado descartando cortes de juros pelo FOMC antes de junho.
O shutdown parcial do governo americano adia dados do mercado de trabalho, mas um pacote pode ser votado hoje.