Juros futuros oscilam em meio à Ata do Copom e expectativa sobre indicados a diretorias do BC

Os juros futuros terminaram a sessão em rumos opostos, com curtos em leve baixa e longos em alta, numa sessão em que a Ata do Copom e as possíveis indicações às diretorias vagas do BC determinaram o rumo das taxas.

Pela manhã, os DIs apontaram para baixo com maior intensidade, após a Ata confirmar o início do ciclo de cortes da Selic em março.

Porém, no fim da tarde, uma apuração da Reuters, de que o presidente Lula deve mesmo indicar Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para as diretorias do BC, empurrou os vencimentos longos para cima e reduziu a baixa da ponta curta.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,435% (de 13,451% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,740% (12,759%); Jan/31 a 13,145% (13,145%); e Jan/33 a 13,375% (13,361%).

Petróleo tem alta firme com tensões no Oriente Médio antes de reunião entre EUA e Irã

Após a forte queda de ontem, os contratos futuros de petróleo apresentaram recuperação parcial nesta 3ªF, em meio à expectativa sobre a reunião entre EUA e autoridades do Irã na sexta (06/02) para um possível acordo nuclear.

Segundo o site Axios, o Irã exigiu mudanças no local e no formato das negociações com os EUA. A ideia seria transferir as negociações de Istambul para Omã e realizá-las em formato bilateral, apenas com os americanos.

Os preços da commodity já negociavam em alta e acentuaram os ganhos após notícia da Reuters de que militares dos EUA abateram hoje um drone iraniano que se aproximou “agressivamente” do porta-aviões Abraham Lincoln no Mar Arábico.

Além disso, um grupo de lanchas iranianas se aproximou de um petroleiro de bandeira norte-americana no Estreito de Ormuz, ao norte de Omã, segundo fontes.

Em outra frente, apesar da agenda de negociações para um possível cessar-fogo, a Rússia realizou nesta madrugada o ataque “mais potente do ano” à Ucrânia, nas palavras de Zelensky.

As commodities e o dólar têm apresentado oscilações bruscas desde Trump anunciou a escolha de Kevin Warsh para comandar o Fed, a partir de maio. Há pouco, a moeda americana tinha leve queda frente a pares (DXY -0,18%).

O contrato do Brent para abril fechou alta de 1,55%, a US$ 67,33 por barril na ICE, enquanto o WTI para março avançou 1,72%, a US$ 63,21 por barril na Nymex.

Dólar cai após Ata do Copom indicar recuo gradual da Selic

O dólar à vista recuou diante do real nesta 3ªF, acompanhando a queda da moeda americana frente aos pares no exterior, em uma sessão de incertezas sobre o shutdown nos EUA e com investidores repercutindo a Ata do Copom aqui.

Lá fora, a Câmara aprovou apenas no fim desta tarde o Orçamento que permite o governo americano retomar as atividades.

A recuperação do petróleo e dos metais preciosos também ajudava a enfraquecer o dólar diante de outras moedas.

Aqui, a Ata confirmou que a Selic deve começar a cair a partir de março, mas os cortes serão graduais, o que deve garantir um diferencial de juros ainda atraente para o carry trade ao longo deste ano.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,18%, a R$ 5,2500, após oscilar entre R$ 5,2065 e R$ 5,2580.

Às 17h05, o dólar futuro para março caía 0,25%, a R$ 5,2790. Lá fora, o índice DXY recuava 0,22%, para 97,413 pontos.

O euro subia 0,15%, para US$ 1,1810. E a libra ganhava 0,15%, a US$ 1,3686.