Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a aversão ao risco derrubou bolsas de NY, lideradas pelo setor de tecnologia, diante de incertezas sobre impactos da IA. Nos EUA, pacote orçamentário encerrou o shutdown, mas efeito foi limitado. No Brasil, ata do Copom reforçou início de cortes na Selic em março, impulsionando Ibovespa 1,58% a 185 mil pontos e valorizando o real a R$ 5,25. Hoje, destaque para IC-Br, fluxo cambial e dados de atividade nos EUA e Europa.

Vai rolar: ADP, balanços de Itaú e Alphabet concentram atenções

[04/02/26] A Câmara aprovou e Trump já assinou o projeto do financiamento que encerrou a paralisação parcial do governo americano. Não há ainda confirmação do payroll na sexta-feira, mas hoje sai o relatório ADP, com o emprego no setor privado.

Ainda na agenda dos Estados Unidos, são importantes os PMIs da S&P e ISM. Os mesmos índices serão divulgados na Europa e no Brasil.

Em Wall Street, expectativa para o balanço de Alphabet, no after hours. Aqui, a temporada na B3 avança com Itaú após o fechamento.

Santander antecipou o lucro, enquanto o mercado fecha aposta no corte inicial de 0,50pp da Selic após a ata do Copom e governo e Congresso contratam mais gastos com servidores.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ 05h55 – Alemanha: PMI de serviços (final) de janeiro

▪️ 06h00 – Zona do euro: PMI de serviços (final) de janeiro

▪️ 06h30 – Reino Unido: PMI de serviços (final) de janeiro

▪️ 07h00 – Zona do euro: CPI (preliminar) de janeiro

▪️ 10h15 – EUA: Relatório ADP de empregos privados (jan)

▪️ 11h45 – EUA: PMI de serviços (final) de janeiro

▪️ 12h00 – EUA: ISM de serviços de janeiro

▪️ 12h30 – EUA: Estoques semanais de petróleo

▪️ 14h30 – Brasil: BC – Fluxo cambial semanal

Eventos

▪️ Brasil: Lula janta com líderes da Câmara, na Granja do Torto

▪️ 20h30 – EUA: Diretora do Fed, Lisa Cook, participa de evento

Balanços

▪️ Brasil/antes da abertura: Santander

▪️ Brasil/após o fechamento: Itaú

▪️ França/antes da abertura: Credit Agricole

▪️ Suíça/antes da abertura: UBS

▪️ EUA/após o fechamento: Alphabet e Qualcomm

Fechamento: Ibovespa supera os 185 mil pontos pela 1ª vez, puxado por Vale e Petro; dólar volta a cair

Após três pregões de idas e vindas, o Ibovespa cravou hoje novos recordes de fechamento a máxima intradia.

O índice terminou em alta de 1,58%, aos 185.674,43 pontos, após atingir o pico histórico de 187.333,83 pontos durante a sessão.

O giro ficou em R$ 36,2 bilhões, novamente puxado pelo capital externo, diante de um movimento de rotação de carteiras com a queda de NY (Dow Jones -0,34%; S&P 500 -0,84%; Nasdaq -1,43%), motivada principalmente pelo mau humor com as techs.

A Ata da última reunião do Copom reiterou o início do ciclo de queda da Selic a partir de março.

Entre as blue chips, destaque para Vale, com forte alta de 4,92% (R$ 88,99), apesar da queda de 1,14% do minério, com analistas do Itaú BBA reiterando compra para os ADRs da companhia. Petrobras oscilou, mas fechou em alta (ON +1,24%, a R$ 40,08; e PN +0,91%, a R$ 37,58), na esteira da recuperação firme do petróleo.

Os principais bancos subiram na véspera de divulgação de balanços do setor, com exceção de Santander (-2,39%; R$ 35,94). BB avançou 1,54% (R$ 25,69), Bradesco PN +0,56% (R$ 21,68) e Itaú +0,57% (R$ 46,14).

Vamos ON liderou os ganhos do Ibovespa com +7,37% (R$ 4,37), seguida de RD Saúde ON (+5,99%; R$ 26,71) e Cyrela PN (+5,64%; R$ 30,90).

Na outra ponta, a maior queda ficou com Cogna ON (-3,56%; R$ 4,34), acompanhada de Yduqs ON (-3,38%; R$ 14,00) e Totvs ON (-3,26%; R$ 43,60). O dólar à vista fechou em baixa de 0,18%, a R$ 5,2500.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +1,58% | 185.674,43 pts

▫️ DOW JONES: -0,34% | 49.240,99 pts

▫️ S&P500: -0,84% | 6.917,81 pts

▫️ NASDAQ: -0,43% | 23.255,19 pts

▫️ DÓLAR: -0,18%| R$ 5,2500

▫️ EURO: -0,15% | R$ 6,1922

▫️ BITCOIN: -2,62% | US$ 76.562,00