No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o aumento da aversão ao risco derrubou bolsas em NY, com destaque para a queda do Nasdaq. No Brasil, o Ibovespa recuou 2,14% a 181 mil pontos, pressionado por incertezas fiscais e cenário externo adverso. O dólar fechou a R$ 5,25, estável, e juros futuros subiram. Hoje, atenção à balança comercial, vendas no varejo da zona do euro e pedidos de auxílio-desemprego nos EUA.
Vai rolar: Balanços, Lula, Jolts e decisões do BCE e BoE no foco
[05/02/26] As reuniões do BCE e do BoE são destaques na agenda internacional, ambas com expectativas de manutenção dos juros.
O cenário geopolítico amanhece mais acomodado, após o Irã confirmar o encontro de amanhã, em Omã, para negociar o acordo nuclear com os Estados Unidos.
Entre os indicadores, sai hoje o relatório Jolts. Payroll e CPI saem na próxima semana. A safra de balanços tem Amazon em NY e Bradesco na B3.
No after hours, Alphabet caiu, mas Itaú subiu com resultados robustos, depois que Santander puxou a realização no Ibovespa.
Na política, Lula dá entrevista às 11h ao UOL, enquanto o governo nega que tenha concordado com os aumentos do Legislativo.
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 04h00 – Alemanha: Encomendas à indústria de dezembro
▪️ 07h00 – Zona do euro: Vendas do varejo de dezembro
▪️ 09h00 – Reino Unido: BoE – decisão de política monetária
▪️ 10h15 – Zona do euro: BCE – decisão de política monetária
▪️ 10h30 – EUA: Pedidos semanais de auxílio-desemprego
▪️ 12h00 – EUA: Relatório JOLTS de abertura de vagas (dez)
▪️ 15h00 – Brasil: MDIC – Balança comercial de janeiro
▪️ 16h00 – México: Banxico – decisão de política monetária
Eventos
▪️ 10h45 – Zona do euro: Christine Lagarde concede coletiva após decisão do BCE
▪️ 11h00 – Brasil: Lula concede entrevista ao vivo ao UOL News
▪️ 12h00 – EUA: Secretário do Tesouro, Scott Bessent, testemunha no Senado
▪️ 12h50 – EUA: Presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, discursa
Balanços
▪️ EUA/antes da abertura: ConocoPhillips
▪️ EUA/após o fechamento: Amazon
▪️ Brasil/antes da abertura: Porto Seguro
▪️ Brasil/após o fechamento: Bradesco, BrasilAgro, Multiplan
▪️ França/antes da abertura: BNP Paribas
▪️ Itália/antes da abertura: UniCredit
▪️ Luxemburgo/antes da abertura: ArcelorMittal
▪️ Reino Unido/antes da abertura: Shell
▪️ 10h00 – Itaú Unibanco: teleconferência de resultados
Fechamento: Ibovespa cai com realização de lucros, puxado por bancos; dólar fica de lado
Após o duplo recorde positivo de ontem, o Ibovespa caiu firme nesta 4ªF, pressionado principalmente por papéis de bancos.
O índice fechou em baixa de 2,14%, aos 181.708,23 pontos, com giro forte, de R$ 35,5 bilhões.
O movimento sinaliza uma realização de lucros, além da repercussão sobre possíveis nomeações de Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para a diretoria do BC.
As ações das principais instituições financeiras caíram em bloco, com destaque para o BTG (-4,93%; R$ 58,20); Itaú (-3,29%, a R$ 44,62, com balanço a ser divulgado logo mais); Bradesco PN (-3,78%; R$ 20,86) e Santander (-2,70%; R$ 34,97).
Segundo a Ativa Corretora, os resultados deste último levantaram dúvidas sobre a qualidade do crédito e aumentarem a cautela em relação aos demais bancos.
Petrobras (ON -0,57%, a R$ 39,85; e PN -0,16%, a R$ 37,52) também ajudou a empurrar o índice para baixo, contrariando a alta na casa de 3% do petróleo.
Vale, em contrapartida, seguiu na direção oposta do minério (-0,32%) e avançou 0,49% (R$ 89,43).
A maior queda do Ibovespa ficou com Raízen (-13,27%; R$ 0,85), seguida de Totvs (-12,89%; R$ 37,98) e Hypera (-10,30%; R$ 22,99).
Do lado positivo, Braskem PNA ficou no topo com +1,95% (R$ 9,43), acompanhada de Porto Seguro (+1,51%; R$ 52,53) e Rumo (+1,33%; R$ 15,27).
O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,01%, a R$ 5,2495.