Juros futuros voltam a subir em meio ao ruído político

Os juros futuros chegaram a apontar para baixo durante boa parte da sessão nesta 5ªF, acompanhando o alívio no câmbio mais cedo e devolvendo parte dos prêmios recentes, mas as taxas acompanharam a virada do câmbio e terminaram em alta, especialmente na ponta longa.

A piora do mercado ocorreu após o ministro do STF Flávio Dino suspender o pagamento de “penduricalhos” a servidores federais dos três Poderes.

A decisão pode azedar novamente o clima entre Legislativo e Judiciário, já desgastado pelo embate das emendas parlamentares, em pleno ano eleitoral.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,395% (de 13,405%); Jan/29 a 12,755% (12,755%); Jan/31 a 13,180% (13,156%); e Jan/33 a 13,410% (13,380%).

Dólar volta a ficar de lado, dividido entre entrada de fluxo gringo e incertezas sobre economia dos EUA

O dólar à vista fechou perto da estabilidade pelo segundo dia seguido, com o fluxo de entrada de capital externo ajudando a compensar o clima de maior aversão ao risco nos mercados.

Dados mais fracos do mercado de trabalho americano no relatório Jolts e o aumento nos pedidos semanais de auxílio-desemprego deixaram os investidores mais cautelosos em relação a um possível esfriamento mais acentuado da economia dos EUA.

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,08%, a R$ 5,2535, após oscilar entre R$ 5,2353 e R$ 5,2883.

Às 17h01, o dólar futuro para março subia 0,27%, a R$ 5,2800. Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,21%, aos 97,820 pontos. O euro caía 0,12%, para US$ 1,1793. E a libra perdia 0,75%, a US$ 1,3547.

Petróleo cai com alívio de tensões na véspera da reunião entre EUA e Irã

Os contratos futuros de petróleo devolveram hoje parte dos ganhos de ontem, com os investidores um pouco mais aliviados após a confirmação de que o encontro entre autoridades dos EUA e do Irã, para discutir um possível acordo nuclear, foi mantido para amanhã (06/02).

A reunião acontecerá em Omã e conta com sinalizações diplomáticas de ambos os lados.

Fica, no entanto, a expectativa sobre o alcance das discussões.

A imprensa internacional noticiou que o desejo iraniano é de que as conversas se limitem ao programa nuclear, ao passo que os americanos querem abordar também temas como mísseis balísticos e apoio a milícias aliadas no Oriente Médio.

Do lado dos fundamentos da indústria, o CEO da Aramco, Amin Nasser, afirmou recentemente que os temores de um excesso de oferta são exagerados, com a demanda por petróleo prestes a atingir outro recorde neste ano.

O contrato do Brent para abril fechou em baixa de 2,74%, a US$ 67,55 por barril na ICE, enquanto o WTI para março recuou 2,84%, a US$ 63,29 por barril na Nymex. (BDM Online)