No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que dados de emprego mais fracos nos EUA reforçaram expectativa de moderação gradual da atividade, derrubando Nasdaq e S&P 500. Petróleo e minério de ferro recuaram cerca de 2%. No Brasil, Ibovespa fechou em alta de 0,23% a 182 mil pontos e dólar estável a R$ 5,25. Hoje, destaque para o IGP-DI e produção industrial na Alemanha e zona do euro.
Vai rolar: Mercado repercute balanços, e acompanha entrevista de Guilherme Mello e reunião em Omã
[06/02/26] O petróleo pode ficar vulnerável hoje à reunião em Omã, que discute um acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irã.
Entre os indicadores internacionais, destaque ao sentimento do consumidor de Michigan, em meio a novas apostas em corte do juro no Fed de março, após dados fracos do mercado de trabalho, que elevam a expectativa pelo payroll, na semana que vem.
Nas bolsas, repercutem os tombos de Amazon e do ADR de Bradesco no after hours em NY. Às 8h30, o mercado terá a chance de ouvir Guilherme Mello, indicado por Haddad ao BC, em entrevista sobre o balanço macrofiscal da Fazenda, enquanto a guerra aberta pelo STF contra os penduricalhos movimenta a política.
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 04h00 – Alemanha: produção industrial de dezembro
▪️ 08h00 – Brasil: IGP-DI de janeiro deve acelerar para 0,24%
▪️ 09h30 – Brasil: Primeira reunião do BC com economistas do Rio
▪️ 11h00 – Brasil: Segunda reunião do BC com economistas do Rio
▪️ 12h00 – EUA: Sentimento do Consumidor de Michigan
▪️ 13h00 – Rússia: PIB/4Tri
▪️ 15h00 – EUA: Poços e plataformas em operação/Baker Hughes
▪️ 16h00 – EUA: Fed divulga dados do crédito ao consumidor
Eventos
▪️ 08h00 – Lula viaja a Salvador para entrega de ambulâncias
▪️ 08h00 – Reino Unido: Huw Pill (BoE) concede entrevista
▪️ 08h30 – Entrevista/Guilherme Mello sobre balanço macrofiscal
▪️ 14h00 – EUA: Vice do Fed, Phillip Jeferson, participa de evento
Fechamento: Ibovespa perde fôlego no final, mas avança e retoma os 182 mil pontos com ajuda do Itaú; dólar fecha em leve alta
O Ibovespa ensaiou uma recuperação mais consistente no pregão de hoje, com o apoio de Itaú, mas perdeu fôlego na reta final, pressionado pelas commodities.
O índice fechou em leve alta de 0,23%, aos 182.127,25 pontos.
O giro ficou em R$ 33,5 bilhões.
Reagindo à divulgação do balanço de 2025, Itaú PN avançou 2,02% (R$ 45,52) e Bradesco, que anuncia seus resultados logo mais, viu sua ação PN subir 0,81% (R$ 21,15).
Os demais bancos ficaram mistos: BTG +1,34% (R$ 58,98), BB -2,63% (R$ 24,44) e Santander -1,20% (R$ 34,55).
O destaque negativo entre as blue chips foi a Vale ON (-3,33%, terceira maior baixa do Ibovespa, a R$ 86,45), em sessão de queda de 1,73% do minério de ferro e com a notícia de que a Glencore e a Rio Tinto abandonam, pela terceira vez, as negociações sobre a fusão que criaria a maior mineradora do mundo.
Petrobras também recuou (ON -1,43%, a R$ 39,28; e PN -1,39%, a R$ 37,00), em movimento menos acentuado que a baixa de quase 3% do petróleo.
A maior alta do Ibovespa foi MRV ON (+6,85%; R$ 8,74), seguida de Vamos ON (+6,28%; R$ 4,40) e Cury ON (+3,71%; R$ 36,79).
Na outra ponta, Braskem PNA liderou as baixas com -4,56% (R$ 9,00), acompanhada de Porto Seguro ON (-3,73%; R$ 50,57).
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,08%, a R$ 5,2535.