Giro das 15h: Ibovespa ensaia melhora, mesmo com tombo de Bradesco; NY sobe com recuperação de techs
Por aqui, juros futuros operam mistos
O Ibovespa (+0,35%, aos 182.773 pontos) ensaia uma melhora na tarde desta 6ª feira, ajudado por Itaú PN (+2,42%), depois de ter operado durante boa parte da sessão no vermelho.
O índice é pressionado por Bradesco PN (-3,12%), com investidores reagindo a projeções mais fracas do banco após o balanço.
Em NY, as bolsas mostram recuperação firme (Dow Jones +2,16%; S&P500 +1,71%; Nasdaq +1,96%), com Nvidia (+7,6%) corrigindo perdas recentes.
O dólar à vista cai 0,86% (R$ 5,2083), acompanhando o recuo da moeda americana no exterior (DXY -0,20%).
Já os juros futuros operam mistos, com curtos em leve baixa (Jan/27 a 13,350%) e longos em alta (+13,400%).
Guilherme Mello negou que tenha recebido convite para assumir a diretoria do BC, notícia que vinha empurrando as taxas para cima nos últimos dias.
Europa: Bolsas sobem puxadas por setor de defesa e bancos
As principais bolsas europeias fecharam em alta nesta 6ª feira, após uma semana repleta de balanços corporativos importantes.
Outro fator foram as reuniões do BoE (Inglaterra) e do BCE, ontem, que mantiveram as taxas de juros inalteradas em 3,75% e 2% ao ano, respectivamente.
O comportamento segue também o otimismo hoje em NY, após as perdas de ontem.
Entre as principais movimentações de papéis na Europa, destaque para Stellantis, cujas ações despencaram 25,6%.
A montadora anunciou uma ampla reestruturação de seus negócios, com um custo de US$ 26 bilhões.
Outras ações do setor automotivo também caíram, com a Valeo e a Forvia recuando 1,1% e 0,6%, respectivamente, e a Renault -5,1%.
Do lado positivo, as ações de defesa e do setor financeiro brilharam.
No campo macroeconômico, uma pesquisa do BCE divulgada hoje mostrou expectativas de inflação estáveis e leve melhora no PIB em 2026, de +1,1% para +1,2%.
Fechamento: Londres +0,59%; Frankfurt +0,93%; Paris +0,43%; com avanços de 1,43%, 0,83% e 1,81% no acumulado da semana, respectivamente.
O Stoxx 600 subiu 0,89% hoje, aos 617,07 pontos, com valorização de 1,09% na semana.
Giro das 12h: Ibovespa cai após balanço do Bradesco
Se ontem o Itaú (+0,57%) ajudou o Ibovespa a subir, hoje o Bradesco (-4,49%), entre as ações de maior participação, pesa sobre o índice.
O banco apresentou resultados mais pessimistas em relação à perspectiva para 2026, o que prevalece sobre os números sólidos.
O Ibovespa oscilou muito, mas há pouco cedia a 181.781,77 (-0,19%), com Petrobras (ON +0,03% e PN -0,03%) tentando driblar o petróleo e Vale (-0,32%) passando a seguir o minério.
O dia tem agenda mais fraca aqui e no exterior.
Mais cedo, a Fazenda reduziu marginalmente projeção de crescimento e elevou a da inflação para este ano.
Em Wall Street, as bolsas abriram em alta (Dow Jones +1,42%; S&P 500 +1,08% e Nasdaq +0,99%), recuperando das perdas por preocupações com a IA.
Ações do setor sobem (Nvidia +5,47%, AMD +6,95%, Micron Technology +2,54%)
Já Amazon cai 8,89%, com planos de investir US$ 200 bi em infraestrutura de IA este ano, ritmo de gastos que superou o crescimento de sua receita com nuvem.
No câmbio, o dólar aprofundou as perdas globalmente.
O DXY cai a 97,581 pontos (-0,25%) e, aqui, a moeda cede a R$ 5,2272 (-0,50%). Os juros acompanham a baixa.