Juros longos voltam a subir com novo ruído de interferência na autonomia do BC

Os juros futuros terminaram mistos nesta 6ªF, com curtos em leve baixa e longos novamente em alta.

Os curtos acompanharam a melhora no apetite por risco, com investidores de olho em um corte de 0,5 pp da Selic em março.

Já os longos voltaram a refletir as preocupações do mercado com possíveis interferência do governo no BC.

A fonte do ruído hoje foi uma entrevista do líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai, à Folha, afirmando que o partido quer rever autonomia do BC após o caso Master.

Segundo ele, a autonomia precisa ser “relativa, não absoluta”.

Ele disse que a bancada do PT pretende iniciar discussão em reunião com Haddad em março.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,360% (de 13,379% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,760% (12,727%); Jan/31 a 13,205% (13,148%) e Jan/33 a 13,460% (13,383%).

Petróleo tem alta moderada após reunião EUA-Irã; desempenho na semana é negativo

Em uma sessão bastante volátil, os contratos futuros de petróleo terminaram esta 6ªF com alta moderada.

O dia foi recheado de notícias relevantes, a começar pela aguardada reunião entre os EUA e o Irã para discutir um possível acordo nuclear.

Segundo autoridades, o encontro em Omã foi um “bom começo” e as partes darão andamento às conversas, mas a data e o local das próximas negociações ainda serão definidos.

Apesar do clima de otimismo, o WSJ noticiou que Teerã segue se recusando a encerrar seu programa de enriquecimento de combustível nuclear.

Em outra frente, os americanos anunciaram novas sanções para restringir as exportações de petróleo do Irã, incluindo a imposição de sanções a 14 navios.

Em paralelo, a UE divulgou o 20º pacote de sanções à Rússia, que inclui uma proibição total dos serviços marítimos para o petróleo bruto.

O contrato do Brent para abril fechou em alta de 0,74%, a US$ 68,05 por barril na ICE, enquanto o WTI para março avançou 0,41%, a US$ 63,55 por barril na Nymex.

No acumulado da semana, os desempenhos são negativos em 1,83% e 2,54%, respectivamente. Foi a primeira baixa semanal em pouco mais de um mês.

Dólar segue exterior e recua diante do real, em sessão de maior apetite por risco global

O dólar à vista recuou diante do real nesta 6ªF, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior, em uma sessão de maior apetite por risco no exterior, com recuperação das ações de tecnologia em Wall Street.

Por aqui, a continuidade da entrada de fluxo de capital estrangeiro para a bolsa ajudou a fortalecer o real.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,63%, a R$ 5,2204, após oscilar entre R$ 5,2058 e R$ 5,2547.

Na semana, a moeda caiu 0,52%.

Às 17h03, o dólar futuro para março caía 1,09%, a R$ 5,2415. Lá fora, o índice DXY perdia 0,20%, para 97,629 pontos.

O euro subia 0,32%, a US$ 1,1819. E a libra ganhava 0,57%, a US$ 1,3613.