Boletim Focus 09.02
Por Departamento Econômico PicPay
O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, teve como destaque mais uma vez a queda da mediana da inflação projetada para o ano de 2026, que passou a ser de 3,97%. Há quatro semanas atrás, a mediana do indicador era de 4,05%. Pela segunda semana consecutiva, a queda contou com uma composição mais equilibrada e benigna entre alguns dos principais condicionantes da inflação ao consumidor, com as projeções para o IGP-M recuando de 3,92% para 3,90% nas últimas quatro semanas, enquanto a variação dos preços administrados foi de 3,5% para 3,69% no mesmo período.
Nas divulgações mensais de curto prazo, o mercado seguiu ajustando para baixo as expectativas para o IPCA de janeiro e fevereiro. No primeiro caso, a inflação foi marginalmente revisada para baixo, fechando em 0,33%, enquanto o dado de fevereiro saiu de 0,53% para 0,50%, com mediana de 0,49% na coleta dos últimos cinco dias.
O relatório de hoje contou ainda com atualizações importantes nos demais indicadores conjunturais que compõem o boletim. No cenário externo, destaque para o movimento na balança comercial, cujo superávit saiu de US$ 66 bilhões há quatro semanas atrás para US$ 67,5 bilhões na divulgação de hoje. A melhora no saldo da conta não foi suficiente para impedir uma deterioração adicional das transações correntes, cujo déficit foi de US$ 67,4 bilhões para US$ 68,2 bilhões no intervalo de um mês.
Os demais indicadores com participação relativa elevada na definição da base macroeconômica do cenário corrente, como câmbio e juros, permaneceram estáveis dentro do horizonte relevante da política monetária atual, sugerindo que os participantes da pesquisa seguem aguardando os dados a serem divulgados nos próximos dias e, principalmente, a consolidação da expectativa de início do ciclo de corte de juros na reunião do Copom que será realizada em março.
Bitcoin recua e Núclea lança stablecoin brasileira
Bitcoin (BTC) – variação 24h – 3,04%
Ethereum (ETH) – variação 24h: – 4,41%
Tether USDt (USDT) – variação 24h 0,00%
BNB (BNB) – variação 24h: – 2,83%
XRP (XRP) – variação 24h: – 3,20%
SOLANA (Sol) – variação 24h: – 4,65%
USDC (USDC) – variação 24h: + 0,03%
Dogecoin (DOGE) – variação 24h: – 3,96%
TRON (TRX) – variação 24h: 0,00%
Cardano (ADA) – variação 24h: – 3,42%
Atualização de 09/02/26 às 10h23 Fonte: [investing.com]
Principais notícias e indicadores
- Bitcoin recua abaixo de US$ 70 mil e Solana lidera perdas entre altcoins: Após um ensaio de recuperação no fim de semana, o BTC caiu 1% nesta segunda-feira, negociado a US$ 69.290 (R$ 362.290). Analistas classificam a alta recente como um “alívio pós-crash”, sem demanda real sustentada e pressionada por ventos contrários macroeconômicos. A Solana (SOL) registrou a maior queda do top 10, recuando 4,1% para US$ 83,74, acompanhada por baixas no Ethereum e XRP.
- Núclea lança BRLN e fortalece infraestrutura de tokenização no Brasil: A antiga CIP anunciou sua stablecoin institucional lastreada em reais, desenvolvida para liquidar operações em ambiente blockchain com segurança regulatória. A BRLN servirá inicialmente para processos internos, como o leilão de cotas de consórcio (N-COTAS), com previsão de integração futura em redes públicas. O movimento posiciona a Núclea como base crítica para a migração do sistema financeiro nacional para a economia tokenizada.
- Strategy descarta risco de insolvência, exceto em colapso extremo do Bitcoin: O CEO da companhia afirmou que o balanço corporativo só estaria ameaçado se o BTC despencasse para US$ 8.000 por cinco anos consecutivos. Apesar do prejuízo líquido de US$ 12,6 bilhões no 4º trimestre devido à desvalorização do ativo, a empresa reforçou sua estratégia de acumulação. No curto prazo, o mercado observa o suporte de US$ 87.210, enquanto o RSI em 18 pontos indica uma forte condição de sobrevenda.
- Divergência entre Ouro e Bitcoin reflete estágio de maturação do ativo: Enquanto o ouro atinge US$ 4.800 impulsionado por reservas soberanas, o BTC segue 40% abaixo de sua máxima histórica, atuando ainda como ativo de crescimento e não como hedge absoluto. Segundo a Hashdex, a ausência do Bitcoin nos balanços de bancos centrais é o que define a oportunidade atual, sendo uma transição geracional. A tese de escassez digital permanece intacta, aguardando clareza regulatória para atrair fluxos institucionais de longo prazo.
Resumo do mercado
O mercado cripto enfrenta uma segunda-feira de correção, com o Bitcoin (BTC) devolvendo os ganhos do fim de semana e operando na casa dos US$ 69 mil. A divergência com o ouro, que renova máximas, evidencia que o criptoativo ainda é refém de fluxos especulativos e do sentimento de risco (“risk-on”), enquanto bancos centrais priorizam metais preciosos.
No Brasil, a inovação segue resiliente com a Núclea lançando a BRLN, sinalizando que a infraestrutura para o Real Digital e ativos tokenizados avança a passos largos, independentemente da volatilidade momentânea dos preços.
Giro das 12h: Ibovespa avança em sessão de agenda fraca e balanços à frente
O Ibovespa sobe 183.746,26 (+0,44%), em sessão de agenda esvaziada e semana de balanços que inclui BB Seguridade (+0,13%), BB (+0,49%) e Suzano (+0,88%).
Petrobras (ON +046% e PN +0,33%) ganha força com petróleo e Vale (+0,61%) opera na contramão do minério, enquanto bancos estão mistos (Bradesco PN -0,39% e Itaú +1,54%).
NY oscila desde a abertura (Dow Jones -0,43%; S&P 500 -0,15% e Nasdaq -0,03%) no aguardo de dados importantes e adiados pela paralisação parcial do governo norte-americano.
O payroll na 4ª feira é o mais importante, após sinais recentes de enfraquecimento do mercado de trabalho, mas os próximos dias também preveem dados de inflação e do varejo dos EUA.
A expectativa por novos catalisadores para a trajetória dos juros norte-americanos enfraquece o dólar ante pares e emergentes.
O DXY cai a 96,930 (-0,72%) e aqui a moeda cede a R$ 5,1930 (-0,52%) e os juros acompanham, enquanto a ponta mais curta exibe leve alta.
Mais cedo, Gabriel Galípolo, em evento da ABBC, disse que a palavra atual para o BC é “calibragem”, e afirmou que ainda não chegou a “volta da vitória”.
O presidente do BC também defendeu a forma como a instituição conduziu a liquidação do Banco Master.