Juros futuros recuam com nova queda do dólar e “calibragem” de Galípolo
Os juros futuros recuaram nesta 2ªF, especialmente entre os vencimentos longos, acompanhando o enfraquecimento do dólar, em um ambiente de maior apetite global por risco.
O mercado também monitorou a primeira captação do Tesouro no exterior neste ano.
Segundo apurou o Valor, foram levantados US$ 4,5 bilhões, sendo US$ 3,5 bilhões em um novo título de 10 anos e US$ 1 bilhão na reabertura do Global 2056.
A demanda pelos bonds, segundo fontes, alcançou US$ 11 bilhões. Outro foco de atenção dos investidores foi a participação de Gabriel Galípolo em evento da ABBC.
Ele disse que a palavra atual para o BC é “calibragem” e afirmou que ainda não chegou a “volta da vitória”.
“Agora existe a necessidade de reconhecer uma melhora tanto de expectativas quanto da inflação. A inflação se comportou melhor, mas também é verdade que a atividade se tornou mais resiliente do que se esperava numa taxa nesse patamar, a discussão não é simples”, afirmou.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,335%, na mínima do dia (de 13,354% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,680% (12,790%); Jan/31 a 13,090% (13,191%); e Jan/33 a 13,335% (13,435%).
Dólar segue tendência externa e fecha abaixo dos R$ 5,20
O dólar à vista fechou abaixo dos R$ 5,20 nesta 2ªF, acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana.
Investidores reagiram principalmente à informação da Bloomberg, de que reguladores chineses teriam recomendado ao bancos do país reduzam suas exposições aos Treasuries.
O resultado das eleições parlamentares no Japão e a intenção do governo japonês em fortalecer o iene também podem ter colaborado para a queda do dólar lá fora.
Aqui, novamente a entrada de capital estrangeiro, em meio ao cenário global de rotação de ativos, colaborou para fortalecer o real.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,62%, a R$ 5,1882, após oscilar entre R$ 5,1752 e R$ 5,2127.
Às 17h01, o dólar futuro para março caía 0,62%, a R$ 5,2100. Lá fora, o índice DXY perdia 0,82%, aos 96,830 pontos.
O euro subia 0,90%, para US$ 1,1920. A libra ganhava 0,62%, a US$ 1,3697. E o dólar caía 0,96%, para 155,74 ienes.
Petróleo sobe com incerteza nas relações entre EUA e Irã
Em mais uma sessão volátil, os contratos futuros de petróleo terminaram em alta nesta 2ªF.
Os preços já subiam no início da tarde e aceleraram os ganhos após notícia de que os EUA pediram a navios americanos se afastarem o máximo possível do Irã ao passarem pelo Estreito de Ormuz.
O alerta vem após um episódio de tensão na semana passada, quando militares americanos abateram um drone iraniano que se aproximava de um porta-aviões.
Em meio a negociações com os EUA na semana passada, os iranianos sugeriram hoje diluir o estoque de urânio enriquecido em troca do fim de todas as sanções financeiras.
Existe a promessa de um novo encontro entre as partes para discutir o assunto, mas a data e o local ainda não foram anunciados.
Em paralelo, o mercado vive a expectativa de reunião entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e Trump para discutir as negociações com o Irã. Tal encontro pode acontecer na quarta (11), em Washington.
O contrato do Brent para abril fechou em alta de 1,45%, a US$ 66,04 por barril na ICE, enquanto o WTI para março avançou 1,27%, a US$ 64,36 por barril na Nymex.