Fechamento: Ibovespa sofre ajuste no pós-feriado e perde os 193 mil pontos com peso dos bancos; dólar fica estável

O Ibovespa caiu firme nesta 4ªF, com os investidores ajustando posições na volta do feriado, diante de um pregão negativo ontem em NY e recuperação hoje – mesmo permanecendo as incertezas sobre a guerra no Irã.

O índice fechou em baixa de 1,65%, aos 192.888,96 pontos, com giro de R$ 26,4 bilhões.

Entre as blue chips, destaque para as fortes perdas dos bancos: BB -3,62% (R$ 23,40), Santander -3,37% (R$ 30,11), BTG -3,27% (R$ 62,03), Bradesco PN -2,95% (R$ 20,41) e Itaú PN -2,89% (R$ 45,03).

A Vale também recuou (-1,70%; mínima de R$ 87,22), frente a uma leve alta do minério de ferro (+0,32%).

O desempenho da bolsa só não foi pior graças ao avanço de Petrobras (ON +1,86%, a R$ 52,70; e PN +1,38%, a R$ 47,67), na esteira da valorização do petróleo, cujo barril voltou a ultrapassar a marca de US$ 100. Os papéis da estatal ocuparam a terceira e quinta maiores altas do Ibovespa, respectivamente. P

etroRecôncavo ficou no topo com +3,82% (R$ 13,60), acompanhada de Hapvida (+2,18%; R$ 12,65).

Do lado negativo, Cogna liderou com -6,97% (R$ 3,07), com o Citi avaliando que deve haver piora no mix de resultados, seguida de Embraer (-6,01%; R$ 79,69) e Yduqs (-5,43%; R$ 11,15).

O dólar à vista fechou estável, em R$ 4,9740.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -1,65% | 192.888,96 pts

▫️ DOW JONES: +0,69% | 49.490,03 pts

▫️ S&P500: +1,05% | 7.137,89 pts

▫️ NASDAQ: +1,64% | 24.657,57 pts

▫️ DÓLAR: Estável em R$ 4,9740

▫️ EURO: -1,17% | R$ 5,8216

▫️ BITCOIN: +4,15% | US$ 78.862,00

Dólar fecha estável, com alta do petróleo sustentando valorização recente do real

O dólar à vista fechou estável nesta 4ªF, após uma sessão de oscilações limitadas e descolado da tendência de alta da moeda americana no exterior.

A alta do petróleo favoreceu o real, mas a valorização da divisa brasileira foi limitada pela cautela com a continuidade do cenário de guerra no Oriente Médio e com a avaliação dos agentes de que o real não teria espaço para cair muito abaixo dos R$ 5, tendo em vista o risco fiscal doméstico e a proximidade das eleições presidenciais.

O dólar à vista fechou estável, a R$ 4,9740, após oscilar entre R$ 4,9556 e R$ 4,9896.

Às 17h03, o dólar futuro para maio subia 0,39%, a R$ 4,9820. Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,23%, aos 98,614 pontos.

O euro caía 0,30%, para US$ 1,1704. E a libra operava estável (-0,01%), a US$ 1,3501.

Petróleo sobe forte e ultrapassa US$ 100 o barril com incertezas sobre negociações EUA-Irã

Os contratos futuros de petróleo voltaram a subir forte, pela terceira sessão consecutiva, com o Brent ultrapassando a marca simbólica de US$ 100 o barril nesta 4ªF.

O movimento acontece diante do impasse e ausência de sinais claros sobre uma possível retomada de negociações entre EUA e Irã – mesmo com a prorrogação do cessar-fogo anunciada ontem por Trump.

O presidente americano estendeu a trégua, mas manteve o bloqueio aos portos iranianos, o que o governo de Teerã considera uma violação desse mesmo compromisso.

A decisão, somada a ameaças americanas, faz com que o Irã argumente que é impossível haver “negociações genuínas”.

Enquanto isso, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz segue praticamente paralisado e forças iranianas abriram fogo e apreenderam navios comerciais hoje, acusando-os de tentar sair secretamente do local.

No fechamento, o contrato do Brent para junho subiu 3,48%, a US$ 101,91 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 3,66%, a US$ 92,96 por barril na Nymex.