Vai rolar: Payroll, pesquisa Quaest e Galípolo agitam o dia

[11/02/26] Com forte potencial para mexer com as expectativas, o payroll de janeiro será divulgado às 10h30 nos Estados Unidos, podendo impulsionar as apostas crescentes de um corte do juro no Fed de março – embora investidores ainda devam esperar pelo CPI, na sexta-feira.

Aqui, o mercado quer ouvir Galípolo no evento do BTG Pactual (9h), depois que o IPCA de janeiro não veio tão bem na abertura dos dados.

Também pode agitar a pesquisa Genial/Quaest, que vem sem Tarcísio e pode ser a prova dos nove para a candidatura de Flávio Bolsonaro.

No calendário corporativo, repercutem o relatório de produção e vendas da Petrobras e os balanços de Suzano e TIM. Hoje, sai BB após o fechamento.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ EUA: Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) divulga relatório sobre orçamento e perspectivas econômicas (2026–2036)

▪️ 10h30 – EUA: Payroll de janeiro

▪️ 12h30 – EUA: Estoques de petróleo do DoE

▪️ 14h30 – Brasil: BC – fluxo cambial semanal

Eventos

▪️ Quaest divulga nova pesquisa sobre eleição presidencial

▪️ EUA: Trump recebe o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca

▪️ 09h00 – Brasil: Galípolo participa da CEO Conference Brasil 2026, do BTG Pactual

▪️ 11h00 – Brasil: Lula participa de cerimônia sobre investimentos para ampliação e modernização de aeroportos

▪️ 12h15 – EUA: Michelle Bowman (Fed) participa de evento

▪️ 18h00 – EUA: Beth Hammack (Fed) participa de evento

Balanços

▪️ Brasil/antes da abertura: Klabin

▪️ Brasil/após o fechamento: Banco do Brasil, Assaí, Banrisul, Guararapes, Neoenergia e Totvs

Fechamento: Ibovespa tem leve ajuste e encerra pouco abaixo dos 186 mil pontos; dólar registra alta modesta

Após cravar novo recorde ontem, o Ibovespa oscilou cerca de 0,5% entre perdas e ganhos até terminar com um pequeno ajuste nesta 3ªF, na qual o IPCA de janeiro (+0,33%) veio dentro das expectativas.

O índice fechou em baixa de 0,17%, aos 185.929,33 pontos, com giro de R$ 28,2 bilhões.

Bastante voláteis no pregão de hoje, as ações da Petrobras avançaram (ON +0,50%, a R$ 39,86; e PN +0,08%, a R$ 37,35), na contramão do petróleo, ao passo que a Vale caiu 0,30% (R$ 87,05) frente ao minério de ferro estável.

Entre os principais bancos, destaque para a queda de 2,09% do BTG (R$ 58,94). BB recuou 0,08% (R$ 24,80). Santander subiu 1,53% (R$ 36,53), Itaú +0,23% (R$ 48,42) e Bradesco PN +0,05% (R$ 20,92).

Eneva liderou as perdas do Ibovespa com -9,66% (R$ 19,82), após a Aneel ter apresentado preços-teto para os leilões de reserva de capacidade.

Raízen vem a seguir com -8,33% (R$ 0,77), tendo anunciado hoje a seleção de assessores para avaliar alternativas econômico-financeiras. CSN figura em terceiro com -4,67% (R$ 9,39).

Do lado positivo, Braskem ficou no topo com +8,27% (R$ 10,34), seguida de MRV (+4,18%; R$ 9,48) e Rumo (+2,78%; R$ 15,90).

O dólar à vista registrou ganho modesto, de 0,17%, para R$ 5,1969.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  -0,17% | 185929,33 pts

▫️ DOW JONES: +0,10% | 50.188,14 pts

▫️ S&P500: -0,33% | 6.941,81 pts

▫️ NASDAQ: -0,59% | 23.102,47 pts

▫️ DÓLAR: +0,17% | R$ 5,1969

▫️ EURO: -0,08% | R$ 6,1828

▫️ BITCOIN: -2,35% | US$ 68.822,00

Juros futuros fecham mistos, com IPCA em linha e tensão externa

Os juros futuros terminaram a sessão desta 3ªF mistos, com curtos pertos da estabilidade e longos com alta modesta.

A leve recuperação do dólar e a piora na aversão ao risco no fim da sessão, com notícias de que Donald Trump estaria reforçando seu poderio militar em torno do Irã, deram fôlego às taxas longas.

Já as curtas reagiram ao IPCA de janeiro (+0,33%), que não trouxe surpresas, vindo em linha com o esperado (+0,32%) e reforçando a expectativa de corte de 0,5 pp da Selic em março.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,380% (de 13,350% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,745% (12,694%); Jan/31 a 13,145% (13,106%); e Jan/33 a 13,375% (13,354%).