Europa: Bolsas fecham mistas com balanços e reação ao payroll
As principais bolsas europeias fecharam sem direção única nesta 4ª feira, com a pressão negativa do setor de tecnologia, enquanto as mineradoras puxaram os ganhos.
Os investidores globais também repercutem o payroll de janeiro, que mostrou a criação de 130 mil vagas de trabalho, ante previsão ao redor de 67 mil.
Os balanços corporativos seguem no radar, tendo como destaque hoje a TotalEnergies, Ferrari, Essilor e Siemens Energy – cujo lucro líquido trimestral quase triplicou, atingindo € 746 milhões (US$ 889 milhões).
No fechamento: Londres +1,14%; Frankfurt -0,53%; Paris -0,18%; e Stoxx 600 +0,10%, aos 621,58 pontos, novo recorde.
TIM tem alta de mais de 10% após balanço
As ações da TIM Brasil registram alta de 10,04%, negociadas a R$ 28,60 (R$ 28,74 na máxima), entre os maiores ganhos o Ibovespa e as mais negociadas da B3.
Companhia teve lucro de R$ 1,349 bilhão no 4TRI, ante projeções de R$ 1,135 bilhão.
Analistas chamam atenção para a performance operacional robusta da tele, além de margem Ebitda recorde e redução significativa das despesas financeiras.
Giro das 12h: Ibovespa avança com balanços, ações de peso e NY em alta, após payroll
O Ibovespa avança a 189.033,96 pontos (+1,67%) em cenário de balanços positivos (Suzano +9,14%; TIM Brasil +7,96%; Klabin +3,43%).
A alta de ações de commodities (Vale +2,47%; Petrobras ON +2,33% e PN +1,79%) e dos bancos (Itaú +1,49%; Bradesco PN +2,01%), que têm grande participação na carteira, também impulsionam o índice.
Além disso, NY se fortaleceu (Dow Jones +0,35%; S&P 500 +0,45% e Nasdaq +0,43%) após o payroll revelar robustez do mercado de trabalho americano.
Foram criadas 130 mil vagas, o dobro do esperado, enquanto o desemprego caiu e o salário subiu, apontando para continuidade do consumo e corroborando a visão do Fed de cautela.
Após os números mais fracos da semana passada, o mercado se animou a apostar que a flexibilização viria mais cedo.
As chances voltaram a mirar junho como início dos cortes do Fed (49,3% no CME). Os números contrariaram até mesmo a Casa Branca, que antevia relatório fraco.
Revisões mostraram que a média de criação de empregos no ano passado foi de apenas 15 mil por mês, abaixo dos 49 mil inicialmente divulgados.
Na esteira do payroll, o dólar virou e o DXY vai a 96,990 (+0,20%), enquanto os rendimentos dos Treasuries sobem.
Aqui, a moeda americana segue em queda, a R$ 5,1850 (-0,23%) e os juros futuros recuam.
Mais cedo, o mercado doméstico acompanhou participação de Galípolo em evento do BTG e aguarda pesquisa eleitoral à tarde.