Dólar cai com ajuda de fluxo externo, em dia de payroll forte
O dólar à vista retomou a trajetória descendente diante do real nesta 4ªF, novamente apoiado pela entrada de capital estrangeiro no país, dentro de um contexto global de rotação de investimentos dos EUA para mercados emergentes.
Lá fora, o dólar exibia leve alta frente aos pares, após os números mais fortes que o esperado do payroll levarem os investidores a descartar uma redução de juros pelo Fed em março, voltando a concentrar as apostas em junho.
Aqui, o resultado da pesquisa Genial/Quaest, mostrando redução da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, ajudou a acentuar a queda da moeda americana por alguns momentos durante a tarde.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,18%, a R$ 5,1876, após oscilar entre R$ 5,1695 e R$ 5,2040.
Às 17h01, o dólar futuro para março caía 0,17%, a R$ 5,2025. Lá fora, o índice DXY tinha leve alta de 0,03%, para 96,826 pontos.
O euro caía 0,11%, a US$ 1,1879. E a libra perdia 0,04%, a US$ 1,3632.
Ouro sobe com demanda aquecida, apesar do payroll acima do esperado
O ouro subiu nesta 4ªF, recuperando-se do tombo de ontem, apoiado na buscar por ativos seguros e na tradicional demanda por bancos centrais.
O comportamento veio mesmo diante do payroll forte de janeiro, que mostrou a criação de 130 mil vagas de trabalho, ante previsão ao redor de 67 mil – o que adiou para junho as apostas de corte de juros pelo Fed.
O contrato do metal precioso para abril fechou em alta de 1,34% na Comex, cotado a US$ 5.098,50 por onça-troy.
Giro das 15h: Ibovespa bate nos 190 mil pontos antes de pesquisa; NY patina após payroll
O Ibovespa mal se mexeu com a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, às 14h, depois de ter disparado 1.500 pontos entre 13h e 14h.
Comportamento sugere que o levantamento (mais uma vez) vazou para o mercado antes da divulgação oficial.
Flávio Bolsonaro se consolidou em 2º lugar na disputa ao Planalto, reduzindo pelo segundo mês seguido a desvantagem em relação ao presidente Lula.
Há pouco, o Ibovespa marcava alta de 2,30%, aos 190.212,52 pontos, depois de renovar a máxima histórica (190.561,18) às 13h53, sete minutos antes da divulgação oficial da pesquisa.
Apenas seis ações do índice estão no vermelho, entre elas Totvs ON (-1,75%), Hypera ON (-1,30%) e B3 ON (-0,92%).
Entre as blue chips, todas sobem mais de 2%, com destaque para Petrobras ON (+3,53%), Vale ON (+3,49%) e Bradesco PN (+2,72%).
O dólar à vista aponta para baixo (-0,32%, a R$ 5,1799), mais uma vez apoiado pela entrada de fluxo gringo, enquanto os juros futuros operam mistos, com curtos em baixa (Jan/27 a 13,330%) e longos em alta (Jan/33 a 13,400%).
Lá fora, as bolsas não definem tendência (Dow Jones -0,11%; S&P500 +0,10%; Nasdaq -0,17%) após o payroll acima do esperado enterrar as chances de um corte de juros pelo Fed em março.