Fechamento: Ibovespa sobe 2%, bate recordes e encosta em 190 mil pontos com cena eleitoral; dólar retoma baixa

Em um dia já positivo com balanços e intenso fluxo estrangeiro, o Ibovespa ganhou impulso extra no início da tarde, após a pesquisa Genial/Quaest mostrar queda na vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto.

O índice fechou em alta de 2,03%, aos inéditos 189.699,12 pontos, após novo pico histórico intradia, de 190.561,18 pontos.

O giro ficou em R$ 38,6 bilhões.

As blue chips avançaram juntas hoje, com destaque para a Vale e a Petrobras, que bateram máximas históricas, segundo o Valor Data.

As ações da mineradora subiram 3,49% (R$ 90,09) ao passo que os papéis da estatal (ON +3,01%, a R$ 41,06; e PN +1,95%, a R$ 38,08) superaram com folga os ganhos do petróleo.

Os bancos também brilharam: Bradesco PN +2,96% (R$ 21,54), Itaú +1,96% (R$ 49,37), Santander +1,48% (R$ 37,07) e BB +0,44% (R$ 24,91).

Suzano liderou as valorizações do Ibovespa com +13,32% (R$ 57,93), seguida de TIM (+7,85%; R$ 28,03) e Klabin (+6,00%; R$ 21,02), todas após divulgações de resultados trimestrais.

Na outra ponta, Totvs foi a maior queda com -1,75% (R$ 38,65), acompanhada de Hapvida (-1,24%; R$ 11,19) e GPA (-1,10%; R$ 3,58).

O dólar retomou a trajetória de baixa e fechou com queda de 0,18%, a R$ 5,1876.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  +2,03% | 189.699,12 pts

▫️ DOW JONES: -0,13% | 50.121,40 pts

▫️ S&P500: Estável em 6.941,47 pts

▫️ NASDAQ: -0,16% | 23.066,47 pts

▫️ DÓLAR: -0,18% | R$ 5,1876

▫️ EURO: -0,11% | R$ 6,1735

▫️ BITCOIN: -1,44% | US$ 67.686,00

Juros futuros recuam com ajuda do dólar e de Galípolo

Os juros futuros terminaram a sessão com viés de baixa, apoiados pelo alívio no dólar diante do real e pelas declarações de Galípolo.

Em evento do BTG, o presidente do BC destacou que “não há nenhuma mudança na comunicação” e que “é importante ter serenidade e parcimônia” na condução da política monetária.

“O que precisa ser melhor debatido é porque a gente precisa sustentar taxas mais elevadas para fazer uma convergência para a meta, uma economia tão resiliente para uma taxa tão elevada.”

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,340% (de 13,374% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,705% (12,741%); Jan/31 a 13,140% (13,145%); e Jan/33 a 13,395% (13,380%).

Petróleo fecha em alta, mas reduz intensidade após Trump “preferir” acordo com o Irã

Os contratos futuros de petróleo subiram nesta 4ªF, recuperando-se da queda de ontem, com o foco principal do mercado na reunião de Trump com Netanyahu, que discutiu a questão do Irã.

A commodity, que chegou a subir quase 3% no fim da manhã, desacelerou fortemente o movimento após o presidente americano dizer que sua “preferência” é chegar a um acordo nuclear com os iranianos.

Em outra frente, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país estaria disposto a abrir suas instalações nucleares para “qualquer verificação”.

O dia teve ainda anúncio do DoE, de que os estoques de petróleo nos EUA subiram 8,53 milhões de barris na semana passada, para 428,8 milhões, ante consenso de queda de 400 mil, conforme o WSJ.

O contrato do Brent para abril fechou em alta de 0,87%, a US$ 69,40 por barril na ICE, enquanto o WTI para março avançou 1,05%, a US$ 64,63 por barril na Nymex.