Giro das 15h: NY afunda com nova fuga de techs; Ibovespa corrige ganhos e dólar passa a subir

As bolsas americanas acentuaram as perdas na última hora (Dow Jones -1,30%; S&P500 -1,36%; Nasdaq -1,77%).

Os investidores estão novamente preocupados com o risco de bolha nos investimentos em inteligência artificial.

Cisco (-11,4%), IBM (-4,8%) e Apple (-4,7%) estão entre as principais baixas do dia.

O mau humor externo serve de justificativa para uma correção do Ibovespa (-0,86%, aos 188.076 pontos), após a forte alta de ontem.

Petrobras ON (-2,83%) e PN (-2,36%) acompanham a queda do petróleo (Brent/abril – 2,95%, a US$ 67,35).

O dólar à vista chegou a testar piso nos R$ 5,15, mas inverteu o sinal e agora sobe 0,18%, para R$ 5,1968.

Já os juros futuros mantêm o viés de baixa em toda a curva (Jan/27 a 13,315%; Jan/33 a 13,365%), após o dado de volume de serviços em dezembro (-0,4%) mais fraco que o esperado (-0,1%).

Europa: Bolsas fecham majoritariamente em baixa com impacto de balanços e NY

As principais bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta 5ª feira, com os investidores avaliando mais uma série de balanços corporativos.

Eles também estão de olho em dados de inflação dos EUA (CPI), que saem amanhã. A piora de humor em NY também pesou na reta final dos negócios.

Entre as movimentações de papéis, destaque para Siemens, que disparou 7% com a demanda por IA impulsionando as perspectivas de lucro.

As ações da grife de luxo parisiense Hermes subiram 2,6% após registrarem um aumento de 9,8% na receita do 4TRI, impulsionadas por fortes vendas nos EUA e no Japão.

Em contrapartida, os papéis do Grupo Mercedes-Benz caíram 1,45%, após recuo de 57% no lucro operacional em 2025, devido à concorrência da China e às tarifas globais.

No campo macro, o PIB do Reino Unido cresceu 0,1% no 4TRI, mesmo ritmo registrado do trimestre anterior, abaixo das expectativas de 0,2%.

No fechamento: Londres -0,67%; Frankfurt -0,01%; Paris +0,33%; e Stoxx 600 -0,49%, aos 618,52 pontos.

Braskem lidera baixas após Petrobras abrir mão de direitos na negociação da petroquímica

As ações da Braskem registram o pior desempenho do Ibovespa nesta tarde, com baixa de 9,14%, negociada a R$ 9,84 (R$ 9,82 na mínima).

Nesta manhã, a Petrobras, segunda maior acionista da petroquímica, atrás apenas da Novonor, informou que não vai exercer o direito de preferência para assumir o controle da Braskem.

Outro direito ao qual a estatal renunciou é o tag along, que permite vender sua parte ao novo entrante.

Em dezembro, a Novonor fez um acordo de exclusividade com um fundo de investimentos Shine, que assumirá as dívidas da companhia.

Em troca, o fundo vai receber as ações que estão com a antiga Odebrecht e, assim tornar-se controlador da Braskem.