No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril, impulsionado por tensões no Oriente Médio, reacendeu preocupações com inflação global. No Brasil, a curva de juros abriu com força e o Ibovespa caiu 1,65% aos 192 mil pontos. O dólar ficou estável em R$ 4,97, com o real entre as moedas de melhor desempenho no ano. Hoje, foco no IPC-S, leilão do Tesouro e PMIs nos EUA e Europa.
[23/04/26] O mercado começa a quinta-feira dividido entre duas forças que caminham em direções opostas.
De um lado, Israel e o Líbano se reúnem, e o impasse entre Estados Unidos e o Irã mantém o petróleo acima de US$ 100, com o Estreito de Ormuz praticamente travado e risco crescente de pressão inflacionária global.
De outro, Nova York renova recordes, sustentada pela sinalização de que Trump não deixará o conflito sair do controle.
O início da temporada de balanços das big techs deu suporte ao rali, mas o after hours não confirmou o entusiasmo. Tesla superou expectativas, mas virou para queda após falas de Elon Musk, enquanto a IBM, que também bateu projeções, caiu após manter o guidance. Hoje tem Intel.
Juros futuros avançam com alta do petróleo e leilão de NTN-Bs
Os juros futuros acumularam prêmios nesta 4ªF, refletindo nova alta do petróleo no mercado internacional, com o barril do Brent superando novamente os US$ 100, diante do impasse sobre a guerra no Oriente Médio.
As taxas também foram pressionadas por um leilão do Tesouro de NTN-Bs com volume relevante.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,010% (de,13,933% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,465% (13,312%); Jan/29 a 13,305% (13,166%); Jan/31 a 13,405% (13,260%); Jan/33 a 13,510% (13,366%).