Dólar sobe com “selloff” no exterior e retorna aos R$ 5,20
O dólar à vista chegou a testar o piso dos R$ 5,15 nesta 5ªF, mas virou no início da tarde e encerrou a sessão em alta moderada, retornando ao patamar de R$ 5,20, em meio à piora na percepção de risco no exterior.
Operadores relataram um movimento de “selloff” em diversas classes de ativos, especialmente no ouro, na prata e nas ações de tecnologia, com investidores realizando ganhos recentes, enquanto monitoram uma possível bolha nos investimentos em inteligência artificial.
A forte queda do petróleo também afetou as moedas de países produtores, como o real brasileiro.
O dólar à vista fechou em alta de 0,25%, a R$ 5,2004, após oscilar entre R$ 5,1546 e R$ 5,2101.
Às 17h02, o dólar futuro para março subia 0,35%, a R$ 5,2165. Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,10%, aos 96,927 pontos.
O euro caía 0,05%, para US$ 1,1868. E a libra perdia 0,03%, a US$ 1,3623.
Petróleo cai com horizonte de excesso de oferta, de olho nas relações EUA-Irã
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta 5ªF, com o horizonte de excesso de oferta mais uma vez dominando as atenções do mercado – que segue monitorando também um possível acordo nuclear entre EUA e Irã.
Hoje, a Agência Internacional de Energia (AIE) disse esperar que oferta global da commodity se recupere nos próximos meses, após queda acentuada em janeiro, devido à tempestade de inverno nos EUA e a restrições de exportação.
Segundo a entidade, oferta caiu 1,2 milhão de barris por dia no mês passado.
Quando à projeção de crescimento da oferta global para este ano, o número foi ajustado para 2,4 milhões de barris por dia, ante 2,5 milhões anteriormente. Em 2025, foram 3,1 milhões.
No campo geopolítico, Trump afirmou agora à tarde que um acordo com o Irã pode acontecer no mês que vem, embora “nada de definitivo” tenha sido alcançado até o momento.
Ele reiterou que, se não houver entendimento, os EUA serão “duros”.
O contrato do Brent para abril fechou em baixa de 2,70%, a US$ 67,52 por barril na ICE, enquanto o WTI para março recuou 2,77%, a US$ 62,84 por barril na Nymex.
Ouro cai forte com desmonte de posições e realização de lucros
O ouro desabou nesta 5ªF, perdendo o patamar de US$ 5 mil a onça-troy.
A commodity já negociava em baixa quando, no início da tarde, sofreu uma queda repentina (superior a 4%) com alguns investidores se desfazendo de metais preciosos para cobrir perdas no mercado acionário, segundo a Bloomberg.
O mau humor em NY ocorre em meio a novas preocupações sobre a viabilidade dos investimentos maciços prometidos em IA.
Parte dos ajustes no preço do ouro também é resultado da realização de lucros.
No campo geopolítico, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse hoje que Trump pode chegar a um bom acordo com o Irã.
O presidente americano afirmou ontem que não existe até o momento nenhum “acordo definitivo” com os iranianos, mas sinalizou que as negociações com Teerã continuarão.
Na seara macro, amanhã saem dados de inflação nos EUA e os resultados podem calibrar as apostas sobre um possível corte nos juros, atualmente concentradas para junho.
O contrato do metal precioso para abril fechou em baixa 2,94% na Comex, cotado a US$ 4.984,40 por onça-troy.