As bolsas europeias seguem o clima de cautela global desencadeado ontem com a piora do humor em NY, diante das incertezas relacionadas à inteligência artificial. Os índices de Londres e Frankfurt são exceções no movimento.
Os investidores aguardam os dados inflacionários nos EUA, logo mais, que devem calibrar as apostas sobre a política monetária americana após o payroll de janeiro ter vindo bem mais forte que o esperado. Além disso, o mercado no velho continente avalia resultados corporativos trimestrais mistos.
No cenário econômico, a segunda estimativa do PIB da Zona do Euro do 4TRI ficou dentro das expectativas.
Há pouco, a bolsa de Londres ganhava 0,18%; a de Frankfurt subia 0,10% e a de Paris cedia 0,25%. Os índices STOXX 50 (-0,41%) e STOXX 600 (-0,29%) também recuavam.
Bolsas asiáticas cedem pressionadas por Wall Street
A maioria das bolsas da Ásia fechou em baixa, com recuos em todos os setores, após o colapso liderado pelo setor de tecnologia em Wall Street ontem, antes da divulgação da inflação americana ainda hoje.
A China entra em feriado de nove dias do Ano Novo Lunar, que começa em 15/2, fechando as bolsas, enquanto Hong Kong fecha partir de 3ªF.
Xangai perdeu -1,26%, o Shenzhen, -1,28%; e o Hang Seng, -1,72%, com sinais de alívio nas tensões sino-americanas limitando queda que poderia ser maior, após Washington suspender medidas importantes de segurança tecnológica antes da reunião entre Trump e Xi em abril.
Em Tóquio, o Nikkei caiu -1,24%; na Coreia, o Kospi, -0,28%; em Taiwan, o Taiex subiu +1,61%.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a aversão ao risco derrubou bolsas de NY, com Nasdaq caindo 2,03%, e sustentou leve alta do dólar global. No Brasil, Ibovespa recuou 1,02% a 187 mil pontos e dólar fechou em R$ 5,20. Juros domésticos cederam com Treasuries em queda e PMS fraca. Hoje, atenção ao CPI dos EUA, IGPs e vendas no varejo de dezembro.