Abertura: Dólar sobe e juros cedem antes do CPI dos EUA
O dado de inflação americana é aguardado pelos investidores, com potencial de esclarecer se o Fed cortaria as taxas de juros este ano, apesar de um mercado de trabalho saudável.
A leitura do CPI de janeiro é esperada para as 10h30 e deve mostrar estabilização na comparação mês a mês (+0,3% tanto na medida cheia quanto no núcleo).
Inflação deve desacelerar na base anual a 2,5%, seguindo acima da meta de 2%.
No CME, as apostas são de manutenção da taxa de juros pelo FOMC em março e abril e início do corte na reunião de junho (49,5%).
Contra o real, o dólar sobe a R$ 5,2205 (+0,39%) e os juros cedem levemente, após queda no varejo.
O DXY ganha 0,10%, a 97,022 pontos, e os rendimentos dos Treasuries estão mistos.
Futuros de NY seguem tendência negativa da véspera, à espera do CPI
Os futuros de NY operam em queda nesta 6ªF, seguindo a tendência negativa da véspera, enquanto os investidores aguardam o CPI de janeiro, mais tarde.
Além da espera pela divulgação dos dados inflacionários nos EUA, que devem calibrar as apostas sobre o ritmo de cortes nas taxas de juros pelo Fed, já que o payroll veio bem acima do esperado, as preocupações quanto à bolha da inteligência artificial contribuíram para o sentimento de cautela.
Por sua vez, os índices devem registrar perdas no acumulado da semana.
Há pouco, o Dow Jones tinha baixa de 0,38%, o S&P 500 caía 0,34% e o Nasdaq cedia 0,38%.
Petróleo apresenta recuperação, mas deve registrar primeira perda semanal consecutiva do ano
Os contratos futuros do petróleo apresentam recuperação nesta 6ªF, mas se encaminham para registrar perda no acumulado semanal, a primeira consecutiva no ano.
No radar dos investidores está a expectativa de aumento da oferta global da commodity diante da previsão de recuperação nos próximos meses, após queda acentuada em janeiro, feita pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Ao mesmo tempo, há uma perspectiva de que as negociações entre as autoridades americanas e iranianas quanto ao programa nuclear do país do Oriente Médio se prolonguem, mantendo as tensões geopolíticas na região.
Há pouco, o WTI para março subia 0,27%, a US$ 63,01; e o Brent para abril ganhava 0,36%, a US$ 67,76.