Giro das 15h: Investidor embolsa ganhos na B3 antes do Carnaval; dólar sobe e NY se recupera

O Ibovespa (-0,93%, aos 186.014 pontos) se afastou da mínima (183.662) registrada mais cedo, mas o clima no mercado doméstico ainda é de cautela.

Investidores preferem colocar o lucro dos últimos dias no bolso antes do feriado prolongado de Carnaval.

Vale ON (-2,17%) está entre os destaques negativos, após o balanço do 4TRI25.

Os grandes bancos também mostram perdas importantes: BB ON (-3,38%); Bradesco PN (-1,93%) e Itaú PN (-1,37%).

O dólar à vista (+0,39%, a R$ 5,2208) segue em alta em meio ao movimento de correção das quedas recentes.

Já os juros futuros recuam (Jan/27 a 13,310%; Jan/33 a 13,330%), apoiados pelo dado mais fraco de vendas no varejo e pela baixa do rendimento dos Treasuries (T-Note de 10 anos a 4,066%).

Em NY, as bolsas se recuperam (Dow Jones +0,43%; S&P500 +0,57%; Nasdaq +0,43%) após o CPI levemente menor que o esperado.

Europa: Bolsas fecham sem direção única em reação a balanços e dados econômicos

As principais bolsas europeias fecharam mistas nesta 6ªF, após recuo mais acentuado no início da sessão.

O movimento foi influenciado por uma onda de vendas em NY durante a madrugada, após temores do mercado em relação à viabilidade dos planos de investimentos ligados à IA.

Em outra frente, a temporadas de balanços corporativos segue no radar.

Entre os destaques, a empresa aeroespacial francesa Safran subiu 8,3% após divulgar um aumento de 3,5% no lucro líquido em relação ao ano anterior, além de prever novos ganhos neste ano.

Do lado negativo, L’Oréal caiu 4,93% após vendas abaixo do previsto por analistas.

Na seara macro, o PIB da zona do euro subiu 0,30% no 4TRI (dados preliminares) em relação ao período anterior, dentro do consenso.

Nos EUA, dados de inflação em janeiro mostraram que os preços ao consumidor subiram 2,4% em base anual – um ritmo menor do que o esperado.

No fechamento: Londres +0,42%, com alta de 0,74% na semana; Frankfurt +0,22%, ganho de 0,78% na semana.


Paris -0,35% e +0,46% na semana; e Stoxx 600 -0,12%, aos 617,80 pontos, com desempenho de +0,12% na semana.

Giro das 12h: Ibovespa cai com fraqueza de Vale e outras ações de peso

O Ibovespa caiu 1,96%, a 184.087,86, sob pressão de Vale, Petrobras e bancos, em um movimento de continuidade da aversão ao risco da véspera.

A mineradora recua 2,97% após registrar um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no 4TRI.

Os papéis da Petrobras caem (ON: -0,90% e PN: -1,35%), com o petróleo avaliando excedente e ambiente menos tenso entre EUA e Irã.

Bancos também operam no vermelho: Itaú -3,11%; Bradesco PN -3,44%; BB -5,07%.

Em NY, as bolsas moderam a baixa de ontem (Dow Jones -0,15%; S&P 500 -0,08% e Nasdaq -0,46%), após os futuros apontarem estabilidade logo após a divulgação da inflação dos EUA.

Dado mais importante do dia, o CPI deu sinais de esfriamento, o que animou os mercados a respeito da flexibilização monetária à frente, sem que isso possa ocorrer antes de junho.

No câmbio, o dólar perdeu força (DXY a 96,971, +0,05%) e os rendimentos dos Treasuries recuaram após os números.

Aqui, a moeda chegou a fazer mínima de R$ 5,2045 antes de voltar a subir a R$ 5,2415 (+0,79%).

Os juros futuros seguem estáveis com viés de baixa.

Mais cedo, as vendas do varejo (IGBE) vieram mais fracas e o IGP-10 teve sua maior queda em sete meses.