Europa: Bolsas caem com escalada das tensões geopolíticas e balanços
As principais bolsas europeias caíram nesta 5ª feira, revertendo o movimento de ontem, diante de temores com questões geopolíticas e cautela ante investimentos em tecnologia e IA.
O foco principal das tensões globais é o impasse entre EUA e Irã sobre um possível acordo nuclear.
Trump disse hoje que, se não houver entendimento, “coisas ruins acontecerão” e sinalizou que espera um desfecho do assunto nos próximos dez dias.
As Forças Armadas americanas já estão prontas para realizar um possível ataque ao Irã neste fim de semana, enquanto Israel prepara suas defesas diante da perspectiva de um conflito.
Em paralelo, apesar de novas reuniões recentes, segue sem perspectiva um possível cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.
Entre as principais movimentações do dia, Airbus caiu 6,75% após reduzir estimativa de produção de jatos neste ano, ao passo que a KLM disparou 11,75% após balanço acima do esperado.
Rio Tinto perdeu 3,67% após queda nos lucros e Renault fechou em baixa de 3,10% pelo mesmo motivo.
No fechamento: Londres -0,55%; Frankfurt -0,93%; Paris -0,36%; e Stoxx 600 -0,64%, aos 624,64 pontos.
Giro das 12h: Ibovespa sobe com bancos e Petrobras; NY reflete geopolítica e Fed
O Ibovespa sobe a 186.693,08 (+0,36%) apoiado por Petrobras (ON +1,49%; PN +1,24%), que segue a escalada do petróleo por aumento das tensões entre EUA e Irã.
Já os bancos (Itaú +0,44%; Bradesco PN +0,38%) refletem expectativa de corte da Selic em março.
Mais cedo, o indicador do PIB, IBC-Br apontou recuo de 0,20% em dezembro, revertendo alta de novembro.
O dólar sobe de forma generalizada contra pares e emergentes, mas aqui cede a R$ 5,2308 (-0,19%).
Os juros futuros oscilaram pela manhã e agora sobem dos médios em diante, em linha com os rendimentos dos Treasuries.
O DXY alcança a marca dos 98 pontos (98,017), em alta de 0,32%.
O tom mais agressivo do Fed baixou as chances de mais cortes nas taxas em 2026, em meio às preocupações com a inflação em um cenário de mercado de trabalho mais fraco, porém estável.
Ata também mostrou que o comitê está dividido sobre a flexibilização. Amanhã saem PCE e PIB norte-americano.
Hoje, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram 23 mil, a 206 mil, abaixo do esperado (225 mil), voltando aos níveis do início de 2025, o que corrobora o pensamento do Fed.
Os investidores ainda consideram dois cortes de 25 pb antes do ano terminar.
Em NY, as bolsas cedem (Dow Jones -0,26%; S&P 500 -0,12% e Nasdaq -0,31%), com a perspectiva para as taxas e as big techs reduzindo ganhos.
RSI indica fundo e Eric Trump projeta BTC a US$ 1 milhão
Bitcoin (BTC) – variação 24h -1,62%
Ethereum (ETH) – variação 24h: -2,45%
Tether USDt (USDT) – variação 24h +0,01%
BNB (BNB) – variação 24h: -2,01%
XRP (XRP) – variação 24h: -4,76%
SOLANA (Sol) – variação 24h: -3,22%
USDC (USDC) – variação 24h: +0,01%
Dogecoin (DOGE) – variação 24h: -3,26%
TRON (TRX) – variação 24h: -0,12%
Cardano (ADA) – variação 24h: -3,34%
Atualização de 19/02/26 às 11h39 | Fonte: [investing.com]
Principais notícias e indicadores
- Bitcoin enfrenta volatilidade em US$ 70 mil e RSI semanal ecoa mercado de baixa de 2022: Após tocar brevemente os US$ 70.000, o BTC devolveu ganhos em meio a “armadilhas de liquidez” durante feriado bancário nos EUA. A baixa liquidez permitiu manipulações de curto prazo, resultando em US$ 120 milhões em liquidações. Analistas da Material Indicators destacam que o RSI semanal atingiu 27,8 pontos, o nível mais baixo desde junho de 2022, o que historicamente sinaliza uma fase de formação de fundo “uma vez por ciclo”.
- Eric Trump projeta Bitcoin a US$ 1 milhão e cita “debanking” como motivador: Em evento na Flórida, os filhos de Donald Trump reafirmaram otimismo no ativo apesar da cotação atual (cerca de US$ 66.500) estar 50% abaixo da máxima histórica de 2025. Eric Trump defendeu que o potencial de valorização compensa o risco frente à renda fixa, enquanto Trump Jr. criticou o sistema tradicional, chamando-o de “esquema de Ponzi” e revelando que a família migrou para o setor após ter contas bancárias encerradas por motivos políticos em 2021.
- Mineradora ligada aos Emirados Árabes detém US$ 344 milhões em lucro não realizado: Uma operação de mineração estatal na Ilha Al Reem consolidou os Emirados como player estratégico, detendo 6.782 BTC (aprox. R$ 2,5 bilhões). Diferente de outros países que apenas apreendem moedas, a nação investe em infraestrutura industrial e energia renovável. A estratégia de custódia firme, sem movimentações há meses, contrasta com as recentes vendas do Butão e sinaliza a transição do Bitcoin para um ativo de reserva soberana e geopolítica.
- Arthur Hayes alerta para crise de liquidez fiduciária e impacto da IA no mercado: O fundador da BitMEX afirmou que o Bitcoin é o “alarme” que antecipa a destruição de crédito global. Segundo Hayes, a substituição de empregos por IA gerará inadimplência em massa, forçando governos a imprimirem dinheiro para evitar o colapso. Embora preveja uma crise severa no curto prazo, ele acredita que essa injeção de liquidez levará o BTC a novas máximas, mantendo apostas pessoais em ativos como Zcash e Hyperliquid até meados de 2026.
Resumo do mercado
O mercado cripto atravessa um período de “breakouts e shakeouts”, com o Bitcoin lutando para sustentar o patamar de US$ 70 mil enquanto indicadores técnicos (RSI) sugerem uma exaustão de venda comparável a fundos históricos. A narrativa institucional ganha força com mineradoras estatais nos Emirados Árabes tratando o ativo como reserva estratégica, ignorando a volatilidade de curto prazo.
No campo macro, a visão de nomes como Arthur Hayes e a família Trump converge para a desconfiança no sistema financeiro tradicional, posicionando o Bitcoin não apenas como investimento, mas como uma válvula de escape contra o “debanking” e a inflação monetária iminente.