Fechamento: Ibovespa sobe e retoma os 188 mil pontos, puxado por Petrobras e bancos; dólar recua após três altas
O Ibovespa mostrou recuperação nesta 5ªF, puxado por Petrobras e pelo setor bancário, em um pregão novamente marcado por um expressivo fluxo de capital externo.
O índice fechou em alta de 1,35%, aos 188.534,42 pontos, com giro de R$ 28,8 bilhões.
Os papéis da estatal de petróleo subiram (ON +2,62%, a R$ 41,19; e ON +1,67%, a R$ 37,81) em linha com o avanço do preço da commodity diante do risco de ataque dos EUA ao Irã.
Entre os bancos, destaque para BTG (+2,54%; máxima de R$ 61,85), BB (+2,48%; R$ 26,46), Bradesco (PN +2,01%, a R$ 21,33; e ON +1,83%, a R$ 18,36), Santander (+1,28%; R$ 35,59) e Itaú PN (+1,17%; R$ 48,55).
Já a Vale, sem o parâmetro do minério de ferro em Dalian (China), terminou em leve alta de 0,20% (R$ 84,09).
Os papéis PNB da Axia (antiga Eletrobras) lideraram os ganhos do Ibovespa com +6,94% (R$ 66,54), com os PNC (+5,10%; R$ 59,19) em terceiro lugar, reagindo à notícia de que pretende converter todas suas ações preferenciais em ordinárias e migrar para o Novo Mercado da B3.
Hapvida (+6,62%; R$ 10,79) ficou em segundo.
Na outra ponta, que mais caiu foi GPA (-9,82%; R$ 3,03), diante de temores sobre a situação financeira da companhia. Raízen figurou a seguir com -7,46% (R$ 0,62), acompanhada de Weg (-3,78%; R$ 51,37).
Após três sessões em alta, o dólar recuou 0,26%, para R$ 5,2271.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +1,32% | 188.534,42 pts
▫️ DOW JONES: -0,54% | 49.395,16 pts
▫️ S&P500: -0,28% | 6.861,89 pts
▫️ NASDAQ: -0,31% | 22.682,73 pts
▫️ DÓLAR: -0,26% | R$ 5,2271
▫️ EURO: -0,55% | R$ 6,1373
▫️ BITCOIN: +1,11% | US$ 67.169,00
Juros futuros sobem com tensão externa e leilão do Tesouro de prefixados longos
Os juros futuros operaram descolados do câmbio e da bolsa nesta 5ªF e terminaram em alta, especialmente entre os vencimentos longos.
Segundo operadores, as taxas foram pressionadas tanto pelo cenário externo, com o avanço dos rendimentos dos Treasuries, como pelo leilão de prefixados do Tesouro Nacional, que fez uma oferta elevada, principalmente com títulos de longo prazo.
Na agenda do dia, o IBC-Br de dezembro (-0,2%) mostrou desaceleração da atividade menos intensa que o esperado (-0,4%).
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,295% (de 13,297% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,670% (12,631%); Jan/31 a 13,115% (13,042%); e Jan/33 a 13,365% (13,274%).
Dólar ignora tensão geopolítica no exterior e cai diante do real após três sessões em alta
O dólar operou descolado do comportamento da moeda americana no exterior e fechou em baixa diante do real, interrompendo sequência de três sessões em alta, com o fluxo de entrada de capital estrangeiro para a bolsa e o mercado de renda fixa falando mais alto nesta 5ªF.
Lá fora, a divisa voltava a se fortalecer frente aos pares, com investidores cautelosos com a possibilidade de estouro de uma nova guerra no Oriente Médio, entre EUA e Irã, caso as negociações sobre o programa nuclear iraniano não evoluam como Trump gostaria.
A Ata do Fed, divulgada ontem, seguia fazendo preço no mercado, ao sinalizar que os membros do BC americano estão preocupados com a inflação resiliente e que uma parte deles defende que os juros nos EUA voltem a subir.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,26%, a R$ 5,2271, após oscilar entre R$ 5,2153 e R$ 5,2533.
Às 17h01, o dólar futuro para março caía 0,18%, a R$ 5,2395. Lá fora, o índice DXY subia 0,22%, para 97,917 pontos.
O euro caía 0,19%, a US$ 1,1767. E a libra recuava 0,31%, a US$ 1,3457. (Téo Takar)