Coreia do Sul se descola de pares asiáticos, que caem por incerteza sobre juros e tensões geopolíticas

A maioria das ações asiáticas caiu por incerteza sobre os juros dos EUA e o aumento das tensões geopolíticas. A Coreia do Sul foi exceção, com o KOSPI atingindo novos picos (+2,31%) devido ao otimismo em relação aos mercados locais após valorização impulsionada pelo setor de tecnologia.

Os mercados chineses permaneceram fechados devido ao feriado do Ano Novo Lunar. Hong Kong (Hang Seng) recuou 1,10% após três dias de pausa, com as techs locais acompanhando as perdas anteriores de seus pares globais.

Os índices japoneses (Nikkei -1,07%) reagiram negativamente a dados mistos. A inflação caiu ao menor nível em quase quatro anos em janeiro, enquanto a inflação subjacente recuou, mas permaneceu acima da meta do BoJ (2%). PMIs mostraram que a atividade industrial atingiu o nível mais alto em quatro anos em fevereiro, impulsionada pela forte demanda externa.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que tensões geopolíticas envolvendo o Irã impulsionaram o petróleo, com o Brent perto de US$ 70, enquanto bolsas de NY caíram e o dólar se fortaleceu após falas do Fed. No Brasil, o Ibovespa subiu 1,35% aos 188 mil pontos, apoiado por Petrobras e bancos, e o dólar recuou a R$ 5,22. O IBC-Br caiu 0,18% em dezembro, melhor que o esperado. Hoje, destaque para PIB e PCE nos EUA, além de PMIs globais.

Vai rolar: Sexta-feira carregada com PIB dos EUA, PCE e Pnad

[20/02/26] Índices PMI medem a atividade global na Europa e nos Estados Unidos, onde a agenda é forte, com o PIB/4TRI e o PCE de dezembro podendo acentuar o conservadorismo das apostas para os juros, após o payroll forte.

No cenário de fundo, o ultimato de Trump ao Irã mantém os investidores na defensiva e o petróleo em alta – o que ajudou a Petrobras a sustentar o Ibovespa, na contramão de Nova York, enquanto o fluxo estrangeiro protege o real.

Aqui, é dia de conferir o mercado de trabalho, com a Pnad Contínua, importante para a condução da política monetária. Nesta quinta, o IBC-Br melhor que o esperado não mudou as expectativas de corte de meio ponto da Selic no Copom de março.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ 04h00 – Alemanha: PPI (jan)

▪️ 04h00 – Reino Unido: Vendas do varejo (jan)

▪️ 05h30 – Alemanha: PMI/S&P Global composto (preliminar de fev)

▪️ 06h00 – Zona do euro: PMI/S&P Global composto (preliminar de fev)

▪️ 06h30 – Reino Unido: PMI/S&P Global composto (preliminar de fev)

▪️ 09h00 – Brasil: Pnad Contínua trimestral (4º tri/25)

▪️ 10h30 – EUA: PIB (4º tri)

▪️ 10h30 – EUA: PCE (4º tri)

▪️ 11h45 – EUA: PMI/S&P Global composto (preliminar de fev)

▪️ 12h00 – EUA: Vendas de moradias novas (nov/dez)

▪️ 12h00 – EUA: Sentimento do consumidor da Univ. Michigan (final de fev)

▪️ 15h00 – EUA: Baker Hughes – Poços e plataformas em operação

Eventos

▪️ 08h30 – Índia: Lula visita novo escritório da ApexBrasil em Nova Déli

▪️ 11h00 – EUA: Raphael Bostic (Fed Atlanta) participa de evento

▪️ 21h00 – BCE: Christine Lagarde discursa em premiação

▪️ EUA: Suprema Corte pode realizar audiência sobre tarifaço

▪️ China: Feriado do Ano Novo Lunar mantém mercados fechados

Balanços

▪️ Antes da abertura – Reino Unido: Anglo American divulga resultado