Petróleo fecha estável, mas ganho na semana supera 5% com tensão entre EUA e Irã
Os contratos futuros de petróleo terminaram perto da estabilidade nesta 6ªF, mas fecham a semana com alta expressiva diante dos riscos de um ataque militar dos EUA ao Irã, frente ao impasse para um acordo nuclear.
Em meio à tensão, os iranianos sinalizaram que devem enviar uma contraproposta aos americanos nos próximos dois ou três dias, dizem fontes da Reuters.
A ideia é sugerir o enriquecimento de urânio somente para fins pacíficos em troca de suspensão de sanções.
O mercado também monitora os desdobramentos da decisão da Suprema Corte americana de derrubar as amplas tarifas impostas por Trump – que reagiu anunciando uma cobrança extra global de 10% durante o período de cinco meses, entre outras decisões.
O contrato do Brent para abril fechou praticamente estável (+0,13%), a US$ 71,76 por barril na ICE, enquanto o WTI para março teve comportamento semelhante (+0,06%), a US$ 66,39 por barril na Nymex.
Na semana, os ganhos acumulados são de 5,91% e 5,57%, respectivamente.
Dólar recua com fraqueza global da moeda após derrubada de tarifas, PIB fraco e PCE alto
O dólar à vista registrou queda expressiva diante do real nesta 6ªF, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior e novamente apoiado pela entrada de capital estrangeiro em direção à bolsa e à renda fixa brasileiras.
Lá fora, o mercado reagiu à decisão da Suprema Corte americana, que impôs uma importante derrota a Donald Trump, derrubando as tarifas recíprocas.
O presidente americano reagiu, anunciando uma nova tarifa global de 10% sobre as importações dos EUA.
Números mais fracos do PIB e mais altos de inflação (PCE) também afetaram o dólar frente aos pares globais.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,98%, a R$ 5,1758, após oscilar entre R$ 5,1736 e R$ 5,2235.
Na semana, a moeda recuou 1,03%.
Às 17h04, o dólar futuro para março caía 0,77%, a R$ 5,1840.
Lá fora, o índice DXY caía 0,15%, para 97,783 pontos.
O euro subia 0,07%, a US$ 1,1779. E a libra ganhava 0,14%, a US$ 1,3484.
Ouro dispara com fraqueza do dólar após derrubada de tarifas e PIB dos EUA abaixo do esperado
O ouro recuperou os US$ 5 mil nesta 6ªF, em uma sessão de intensa volatilidade, com investidores repercutindo a decisão da Suprema Corte americana de derrubar as tarifas impostas por Trump, o que ajudou a enfraquecer o dólar.
O mercado também reagiu ao PIB mais fraco e à inflação mais alta nos EUA.
O contrato do metal para abril fechou em alta de 1,67%, a US$ 5.080,9 por onça-troy na Comex.
Na semana, o ouro subiu 0,69%. (BDM Online)