Trump reage com tarifa global de 10% e Irã segue no radar

A semana termina com a decisão – aguardada há meses – da Suprema Corte de derrubar as tarifas de Donald Trump, em meio à confusão sobre o alcance da medida e o ressarcimento das taxas já pagas.

Trump não perdeu tempo e já deu um contragolpe, com nova tarifa global de 10%.

Enquanto isso, a economia americana acende o sinal amarelo, com perda de fôlego do PIB no 4TRI25, além da inflação persistente mostrada pelo PCE em dezembro, como os membros do Fed já haviam alertado.

E permanece o suspense sobre uma possível guerra dos EUA contra o Irã.

O BDM Online entra agora em esquema de plantão para notícias extraordinárias e voltará a ser atualizado normalmente na 2ªF, às 7h. Bom fim de semana!

Juros futuros seguem o dólar e recuam com decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas

Os juros futuros recuaram nesta 6ªF, acompanhando o alívio no dólar, após a decisão da Suprema Corte americana de derrubar as tarifas recíprocas de Donald Trump.

Na agenda do dia, a Pnad contínua não trouxe maiores surpresas, com a taxa de desemprego ficando em 5,1% no 4TRI25, confirmando redução ante o trimestre anterior (5,6%) e na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (6,2%).

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,240%, na mínima do dia (de 13,297% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,595% (12,674%); Jan/31 a 13,045% (13,122%); e Jan/33 a 13,305% (13,371%).

Fechamento: Ibovespa supera os 190 mil pontos com apoio de Vale e bancos; dólar fica abaixo de R$ 5,20

O Ibovespa termina a semana com novo recorde duplo, estabelecendo marcas inéditas de fechamento e máxima intradia, na esteira do mercado americano, que avançou após a Suprema Corte dos EUA derrubar as tarifas recíprocas de Trump, embora uma cobrança global de 10% já tenha sido anunciada, entre outras medidas.

O índice terminou com alta de 1,06%, aos 190.534,42 pontos (tendo escalado exatos 2 mil pontos), após alcançar o pico de 190.726,78 pontos durante a sessão.

Na semana, o indicador acumula valorização de 2,18%.

O giro hoje foi influenciado não apenas pelo apetite estrangeiro, mas também pelo exercício de opções sobre ações, e ficou em R$ 36,2 bilhões.

As blue chips subiram em bloco, com exceção de Petrobras ON (-0,61%; R$ 40,94); As PN da estatal avançaram 0,42% (máxima de R$ 37,97), em linha com a estabilidade do petróleo, que encerrou a semana com ganhos superiores a 5%.

Vale (+3,23%, na segunda maior alta do Ibovespa, máxima de R$ 86,81) foi um dos destaques, contrariando a baixa do minério, assim como os bancos: Santander unit +3,12% (terceiro maior ganho do índice, a R$ 36,70), Bradesco PN +2,02% (R$ 21,76), BB +2,00% (R$ 26,99) e Itaú PN +1,40% (R$ 49,23).

Vamos liderou os ganhos do Ibovespa com +4,01% (R$ 4,67).

Na outra ponta, Raízen foi a que mais caiu (-3,23%; R$ 0,60), acompanhada de Hapvida (-2,69%; R$ 10,50) e Vivara (-1,88%; R$ 30,75).

O dólar à vista fechou em baixa de 0,98%, a R$ 5,1758. Na semana, a moeda recuou 1,03%.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  +1,06% | 190.534,42 pts

▫️ DOW JONES: +0,47% | 49.625,97 pts

▫️ S&P500: +0,69% | 6.909,51 pts

▫️ NASDAQ: +0,90% | 22.886,07 pts

▫️ DÓLAR: -0,98% | R$ 5,1758

▫️ EURO: -0,55% | R$ 6,1007

▫️ BITCOIN: +1,14% | US$ 67.747,00